Sessão da Câmara de Cafarnaum, que avaliaria contas de ex-prefeitos, foi suspensa por falta de quórum

DA REDAÇÃO | Cultura&Realidade

A cidade de Cafarnaum esperou que nesta terça-feira, 23, fossem apreciados pelos seus vereadores, os pareceres do Tribunal de Contas dos Municípios – TCM, opinando pela rejeição das contas dos ex-prefeitos Euilson Joaquim da Silva (Wilson Macambira) e Ivanilton Novais, referentes aos exercícios financeiros de 2016 e 2012, respectivamente.
Nas duas contas o TCM encontrou irregularidades consideradas insanáveis por aquele órgão de controle, por desobediência às normas licitatórias estabelecidas pela lei 8666/93, que define regras para realização de licitações e contratos da administração pública.
Segundo o analista Joanderson Aleixo, da Terra Viva Análises&Tendências, “o descumprimento das regras de licitações visam promover privilégios com vantagens a alguém, em prejuízo à lisura dos procedimentos, estabelecendo práticas de corrupção em evidente prejuízo ao erário”.
FUGA – A Mesa Diretora da Câmara convocou a sessão para as 10h desta terça-feira, com notificação aos ex-gestores, que precisariam, cada um, de contar com dois terços dos votos da casa para derrubar o parecer do TCM. Dos onze parlamentares, compareceram apenas cinco: Roberval dos Barbosa (Presidente do Legislativo), Edivan do Canal, Som Novais, Roberval dos Barbosa, Wilson Coisa Fácil e Dezinho do Recife.
Ausentes, os vereadores Márcio, Galego do Gás, Genilson, Pedro Cão, Gildete e Cida logo viraram memes nas redes sociais e listas de transmissão. Um card com os dizeres “Cafarnaum Urgente! PROCURA-SE os vereadores fujões”, contendo nomes e fotos dos vereadores ausentes logo começou a circular.
Os vereadores ausentes foram na contramão de uma das suas missões fundamentais, que é apreciar as contas dos prefeitos e votar. “Convoquei a sessão com a pauta definida. No dia, local e horário marcados, lá eu estava para cumprir minha obrigação. Porém não houve quórum para instalação da sessão. Após 3 convocações sem comparecimento, os vereadores ausentes poderão responder administrativamente e perder seus mandatos. Mas a próxima convocação agora só depois do recesso parlamentar!”, esclarece Roberval.

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