Osmar Torres critica campanha de candidatos a prefeito que causa aglomerações em Central

A 20 dias das eleições as aglomerações nos eventos de campanha eleitoral no município de Central são cada vez maiores

DA REDAÇÃO | Central Notícias

As aglomerações formadas nos eventos de campanha eleitoral no município de Central, região de Irecê, receberam críticas do candidato a prefeito Osmar Torres (Avante).

Os eventos ajudam a mobilizar os grupos políticos, divulgar o nome de quem está na disputa e chamam a atenção por onde passam. No entanto, têm cada vez mais gerado reclamação e crítica.

Para Osmar Torres, os outros candidatos – seus concorrentes – da oposição e situação estão desobedecendo às normas de segurança sanitária para combater a pandemia do coronavírus.

“A campanha política não pode colocar em risco a saúde e vida das pessoas. Pelo bem da cidade de Central, pelo bem dessas pessoas, eu nunca farei carreatas. Mas a campanha segue a todo vapor”, declarou.

“O que eu vi ontem no povoado de Palmeiras foi um verdadeiro absurdo. Mais de 2 mil pessoas, vi gente de Irecê, Uibaí e Presidente Dutra. Temos que ter responsabilidade. O vírus está aí e ainda não existe vacina”, alertou.

Infectologistas renomados acreditam que as aglomerações são motivo de preocupações, sobretudo em eventos políticos, quando as pessoas tendem a se abraçar e trocar apertos de mão, aumentando os riscos de transmissão da Covid-19.

“Isso está se tornando criminoso. Os outros candidatos estão incentivando as pessoas a fazer aglomerações para mostrar apoio popular, trazendo gente de outras cidades. O candidato do PSB vem com 300 pessoas e os ‘médicos’ que deveriam dar exemplos, agem da mesma forma. Minha campanha é limpa, sigo o que determina a legislação. É por isso que a cada dia minha popularidade está aumentando por conta do respeito que tenho pelo povo de Central, finaliza Torres.


Na Bahia

Sobre as aglomerações em cidades da Bahia provocadas por atos políticos, o Governador Rui Costa se posicionou através da imprensa da capital.
O governador Rui Costa (PT) disse que o Estado não pode agir de ofício para coordenar atos políticos e criticou aglomerações nas campanhas feitas na rua. Rui disse “não caber ao Executivo, neste momento eleitoral, a fiscalização, já que poderia parecer estar querendo prejudicar algum candidato”.
Rui defende que a Justiça se posicione. “O nosso pedido foi para que a Justiça Eleitoral e o Ministério Público Eleitoral assumissem a coordenação”, disse. Rui tem criticado veementemente, o que classificou como “micaretas”, causadas pelos atos de campanha deste ano.

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