Frequência do sexo oral amplia risco de câncer por HPV, sugere estudo

Representação gráfica do papilomavírus humano

DA REDAÇÃO | UOL

O HPV (papilomavírus humano) é capaz de infectar a pele e as mucosas como a boca e a garganta e causar câncer de orofaringe —que abrange língua, garganta e boca.

Um estudo publicado hoje (11 de janeiro), na revista científica Câncer, aponta que quem teve mais de 10 parceiros de sexo oral na vida apresenta uma probabilidade 4,3 vezes maior de ter câncer orofaríngeo relacionado ao HPV.

Além disso, quem realizou sexo oral mais jovem e em um curto espaço de tempo tinha mais chance de ter esse problema de saúde.


Como foi feito o estudo?

  • Os pesquisadores analisaram 508 participantes –163 pessoas tinham câncer orofaríngeo relacionado ao HPV e 345 não tinham o problema de saúde.
  • Eles responderam uma pesquisa comportamental sobre a intensidade do sexo oral, quantidade de parceiros, idade, se eram fumantes e se realizaram sexo extraconjugal.
  • A pesquisa concluiu que a probabilidade de ter o câncer orofaríngeo associado ao HPV, era maior em quem teve mais parceiros sexuais quando jovens e também em quem realizou sexo extraconjugal.

Por que a pesquisa é importante?

 De acordo com Virginia Drake, pesquisadora do estudo, foram descobertas nuances adicionais de como e por que algumas pessoas podem desenvolver esse câncer, o que pode ajudar a identificar aqueles com maior risco.

“Nosso estudo foi baseado em pesquisas anteriores para demonstrar que não é apenas o número de parceiros sexuais orais, mas também outros fatores não avaliados anteriormente que contribuem para o risco de exposição ao HPV por via oral e subsequente câncer orofaríngeo relacionado ao vírus”, afirma.

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