Estudante idealiza projeto virtual de acolhimento e apoio emocional para a comunidade

Perante os impactos emocionais e sociais trazidos pela pandemia, projeto fora criado para atender e acolher a comunidade

Por William Guerra

Desde o advento da pandemia do Coronavirus (Covid-19) dias difíceis tem permeado o cotidiano das pessoas, e o enfretamento diante de problemas ocasionados pela mesma exige ações de todos, de acordo com suas possibilidades, quer seja a nível global ou local, e micro local (como dentro de casa). Nesse sentido virtudes como generosidade, solidariedade, humanidade e empatia devem ser mais fortemente trabalhadas, praticadas e aprendidas.

Percebendo que vários amigos, colegas, bem como pais e mães estão com maiores dificuldades nos aspectos emocionais, mentais, familiar, social e financeiro advindos do isolamento social. O estudante Guilherme Teixeira do 2º ano do curso de Edificações com apoio da equipe do grêmio estudantil do CETEP-Irecê idealizou o projeto “Posso ajudar?” Com o intuito de proporcionar, acolher e dar assistência emocional a comunidade.

O estudante supracitado falou sobre o projeto em questão: “Queremos motivar a vida de alguém que esteja precisando de ajuda, levando apoio emocional, entretenimento, ajuda e solidariedade aos espectadores. Além de assuntos de saúde, tratamos de cultura, música, artes e temas diversos. Temos 16 pessoas na equipe, entre colaboradores e orientadores, que se dividem em edição, produção, roteiro e redes sociais. Nosso propósito é crescer e alcançar um grande número de pessoas” disse.

Às vezes, só em você perguntar a alguém a respeito de um problema que tem passado, principalmente emocional: “POSSO AJUDAR?” abrem-se novas possibilidades, de crença na empatia e solução ou minimização de aflições. Demonstrar apoio e está disposto a ajudar de fato, é abrir leques de esperança para quem tem enfrentando lutas diárias consigo e com o externo.

Para a estudante e colaboradora Késia Silva, o projeto se torna imprescindível e necessário para o momento vigente. “Com todas essas mudanças que modificaram a nossa rotina em relação ao estudo, ao trabalho e aos intensivos cuidados de higienização e prevenção ao Coronavírus, percebemos esta necessidade de instigar discussões sobre variados temas, como as alterações psicológicas, sequelas do isolamento, depressão, ansiedade e saúde mental. Então, com a participação de psicólogos, terapeutas e neurologistas em debates e postagens de cunho motivacional, empatia e humanidade, o projeto vem ganhando bastante força”, disse.

Acatando as medidas de prevenção a contaminação pela Covid-19, articulou-se o projeto em prol de proporcionar, via meios digitais, ajuda e apoio emocional; realizar ações de acolhimento psicológico, mesmo que virtual, para as pessoas que buscarem ajuda a equipe do Posso ajudar; divulgar instituições, profissionais e grupos  (virtuais e físicos)  que realizem ações de apoio emocional gratuitamente e com qualidade; criar espaço digital multiplicador para disponibilizar experiências simples que estão dando certo e que melhorem o cotidiano das pessoas no aspecto emocional; e instigar discussões e ações de apoio emocional, prevenção ao suicídio, automutilação e outros fatores no âmbito escolar e na comunidade civil no pós-pandemia. 

Assim, a equipe do projeto faz uso dos meios digitais como Instagram (posso.ajudar2) , You Tube e Facebook para divulgação do mesmo.  Por meio de lives, vídeos, minissérie, faz-se uso de temas relevantes para entender e melhorar o cotidiano das pessoas frente aos percalços sociais e mentais trazidos e potencializados no isolamento social.

Com informações: Projeto Posso ajudar?

William Guerra, estudante do 4º ano do curso Técnico em Biocombustíveis no IFBA Campus-Irecê e integrante da equipe C&R.

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