JOVEM ESCRITOR C&R

William Guerra tem 20 anos, estuda no IFBA e é o autor desta sexta

Cultura&Realidade - 14 de Fevereiro de 2020 (atualizado 14/Fev/2020 16h25)

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Sapiens: imaginação e representação, uma dualidade entre o bem e o mal

Somos animais, fazemos parte da natureza e adquirimos dela muito do que somos. No entanto, uma das características mais entusiástica que a natureza nos concedeu, diferenciado-nos dos outros animais existentes na terra, fora a capacidade de imaginar.

Com a imaginação fomos capazes de criar coisas tão convincentes, curiosas e belas que passamos a viver, usufruir e moldar o nosso ambiente, nossos modos e nossas relações através dos frutos da mesma. Imaginamos os deuses e deusas, pensamos como seria a morada desses, o modo que se relacionam e com isso idealizamos palácios, erguemos catedrais, escrevemos histórias, estórias, odisséias,  os representamos nas artes, e claro, nos reunimos e nos unimos em prol de adorar e louvar os frutos das nossas mentes. Se as plantas pudessem adorar, adorariam e pintariam um deus planta. Ou seja, numa lógica humana, ao longo dos séculos pintamos coisas que se tornaram tão autônomas que as afirmamos existentes por si só, a ponto de nos controlar e nos submetermos perante elas, esquecendo-nos que as criamos.

Há milhares de anos, conflitos, guerras, mortes, paz, união e força perpassam entre os humanos. Uma dualidade sem igual assolam a existência dos sapiens, o bem e o mal. Entrelaçado as imaginações humanas  temos às representações, representamos o que imaginamos e essas concepções vem sempre com um toque de bem e mal. Se essa dicotomia  surge a partir de nós, a reflexão e a evidência que nos trás é que somos  por natureza, pessoas boas e pessoas ruins, capazes de ajudar uns e matar a outros.

Criamos bombas e armas com o único objetivo de eliminar os que divergem de nós, de aniquilar os nossos semelhantes. Mas também, nações se uniram, compartilharam os seus recursos com intuito de  criar vacinas em prol de extinguir perigos iminentes, escrevemos livros para que outros pudessem usufruir e conhecer sobre o mundo, a natureza e a nós mesmos, passamos a debater mais sobre as condições feminina e racial, criamos carros, pensamos em novas fontes energéticas, potencializamos a nossa agricultura, fortificamos os laços entre às nações, redigimos códigos de paz, de direito e deveres, fizemos tratados internacionais e convencionamos as ciências para um entendimento global. Com o ideal de unificar o mundo para uma harmonia e bom funcionamento social, ambiental e econômico.

Mas como podemos lidar com essa dicotomia constante que permeia às nossas correntes sanguíneas e sinapses neurais, que refletem no nosso convívio social? Unicamente por meio da razão, através da mesma podemos pensar os problemas, suas respectivas soluções e os seus modos de aplicá-las. E por essas e mil e uma outras coisas, não podemos perder a esperança de um mundo melhor.

William Guerra tem 20 anos, mora em Irecê-BA e está no 4° ano de  Tec. em Biocombustíveis no IFBA Campus de Irecê.

“Dedico a todos aqueles que assim como eu acreditam que uma luz num vasto campo negro pode não fazer muita diferença, mas já é um sinal de que ali se encontra a lucidez.”

 

JOVEM ESCRITOR C&R

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Da Redação.