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Irecê e Região

Vistoria encontra dezenas de facas, barras de ferro e celulares em Complexo Policial de Irecê

Rodrigo de Castro Dias - 21 de Junho de 2017 (atualizado 21/Jun/2017 16h25)

Materiais apreendidos durante vistoria da polícia civil no complexo policial de Irecê

Foto: Materiais apreendidos durante vistoria da polícia civil no complexo policial de Irecê (Divulgação/Polícia Civil)

Redação Cultura&Realidade

Durante uma vistoria na manhã desta quarta-feira (21) da 14ª Coordenadoria Regional de Polícia Civil em Irecê, foram encontrados 28 aparelhos celulares e outros instrumentos em posse de detentos da Unidade Prisional.

Segundo o delegado Roberto Leal, coordenador regional da 14ª Coorpin, além dos celulares também foram encontradas dezenas de facas e barras de ferro, que foram retiradas da parte interna da estrutura do presídio, durante a vistoria.

Em entrevista exclusiva ao repórter José Bastos, da Rede Caraíbas, na manhã desta quarta-feira (21), Leal explicou que a vistoria que começou às 7h30 da manhã foi realizada em todas as celas do Complexo. “Fizemos vistoria em todas as celas da Unidade Prisional. Ao todo, as nove celas abrigam cerca de 120 presos. Continuaremos fazendo vistorias nos próximos dias para conter essa prática, que infelizmente, acontece em todo sistema prisional”, declarou. Para o coordenador regional, alguns dos materiais como celulares chegaram até os detentos por meio de familiares.

A Coordenadoria Regional admite falhas e deficiências na estrutura do Complexo Policial. Ainda segundo Leal, não é possível controlar a parte externa da Unidade Prisional por onde, possivelmente, facas e barras de ferro são arremessadas em direção à carceragem.

Sobre a possibilidade de os presos estarem usando os aparelhos para comandar ações criminosas dentro da unidade prisional, o coordenador disse achar pouco provável. “Não há informações nesse sentido. Acreditamos que os celulares deviam estar sendo utilizados para falar com familiares e amigos”, relatou.

Superlotação - A delegacia do complexo policial de Irecê sofre com a superlotação há bastante tempo. A falta de um espaço mais adequado para a função de encarceramento dos detentos faz com que cada vez mais pessoas sejam espremidas em um local claramente inadequado para tanto. Agrava  a situação o fato da cidade receber pessoas presas de dezenas de municípios próximos.

Desde o final do ano passado, o número de presos no local varia entre 110 e 130 pessoas. Recentemente, a Defensoria Pública de Irecê promoveu um mutirão para tentar diminuir a quantidade de detentos, por meio de transferências e de atenção judicial aos casos. 

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A região espera também a inauguração do novo presídio, que está com obras concluídas, aguardando somente a conclusão do processo licitatório para a operação da nova estrutura. O governador Rui Costa prometeu a entrega primeiro para fevereiro, depois para maio. No momento, a previsão é "até o final do ano".

No último dia 29 de maio, a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) inaugurou o 17º Núcleo de Apoio e Acompanhamento às Penas e Medidas Alternativas (Neapa), da Central de Apoio e Acompanhamento às Penas e Medidas Alternativas (Ceapa). A estrutura promete, em médio prazo, melhorar a situação da supelotação carcerária em Irecê.

A coordenadora do Ceapa, Andréia Mércia, afirmou na ocasião que o órgão tem condições de fazer um trabalho relevante. "Dentro desse universo, temos conseguido realizar ações de desencarceramento, trazendo essas pessoas para o acompanhamento multidisciplinar, com um custo baixo para o município". 

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Com informações da Caraíbas FM