IRECÊ

Vereadores de oposição e situação, querem a Câmara liberando recursos para ações de combate ao coronavírus

Cultura&Realidade - 01 de Abril de 2020 (atualizado 01/Abr/2020 15h15)

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Vereadores Tertinho, Murilo, Meirinha e Fabiano Bia. Requerimento protocolado prevê apoio da Câmara no combate aos impactos do coronavírus em Irecê - Foto: Divugação

Da Redação

 

“Queremos a Câmara de Vereadores de Irecê cooperando com as ações de prevenção ao coronavírus/Covid19 e especialmente no auxílio às famílias que estão sofrendo com as necessidades de cuidados e alimentos, por conta do isolamento social adotado como estratégia para reduzir os riscos de disseminação da doença em Irecê”, disse a vereadora Meirinha (REDE), que assinou documento, juntamente com os vereadores Murilo França (PT), Valdereis Lopes (PSD), Fabiano Bia (PPS), Tertuliano Libório (PTB), Margarida Cardoso (PODE), Toinho do Judô (PRTB), Luciano Mariano (PCdoB) e Consuelo Dourado (PSD), solicitando repasse de parte do duodécimo para a prefeitura reforçar as ações sociais e de saúde das famílias necessitadas.

Os líderes de bancada foram os responsáveis pelas articulações das suas respectivas bancadas, para a confirmação de adesão ao requerimento. Murilo França, pela situação e Valdereis Lopes, pela oposição, mas nem todos aderiram.

O documento protocolado junto à secretaria executiva da Câmara, solicita ao presidente da casa, vereador Paulinho do Destak, a suspensão, em caráter excepcional e de urgência, de todos os contratos não essenciais ao Poder Legislativo, a exemplo de prestadores de serviços, cuja economia pode chegar entre 12 a 15%.

A economia prevista, segundo os vereadores, deve ser na ordem de R$ 75.000,00 (setenta e cinco mil reais) mensalmente. A medida, segundo o documento, deve durar pelo período de 90 dias. Os parlamentares salientam inclusive, que os contratos não estão tendo seus objetos cumpridos, uma vez que a Câmara se encontra inativa, com os parlamentares atuando em modo “home work”, trabalhando em casa, por conta dos decretos estadual e municipal, que seguem determinações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial de Saúde, que orientam o isolamento social, como a mais eficaz medida de prevenção à disseminação acelerada da doença.

O vereador Murilo França ressaltou “que é necessária esta cooperação da Câmara de Vereadores, mesmo que temporariamente, pois a prefeitura não comporta, sozinha, o ônus de tantas ações de prevenção à doença, de atendimento aos doentes e ainda tendo que comprar alimentos para tanta gente que está precisando. É hora de darmos as mãos e construirmos todas as condições para redução do sofrimento das pessoas mais necessitadas”, disse.