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Terceirizados do CETEP entram em greve

09 de Junho de 2016

Cetep_vazio-2.jpg [caption id="attachment_4725" align="aligncenter" width="541"]Cetep vazio na manhã desta quinta-feira (9). | Foto: Rodrigo de Castro Cetep vazio na manhã desta quinta-feira (9). | Foto: Rodrigo de Castro[/caption] Sem receber a três meses, servidores recebem apoio dos estudantes; manifestação está marcada para amanhã (10) às 8h Rodrigo de Castro Este texto foi editado as 21:09h As dependências do Centro Territorial de Ensino Profissional de Irecê (Cetep) estiveram silenciosas nesta quinta-feira (09). Normalmente cheio de estudantes e servidores, os corredores e salas de uma das instituições de ensino mais tradicionais e antigas de Irecê, o Cetep não acolheu aulas. O motivo? Paralização dos funcionários terceirizados. A diretora interina do Cetep, Manuela Levi Dourado, explica que os funcionários terceirizados da escola (faxineiras(os), merendeiras(os) e pessoal de campo), não recebem salários há mais de três meses e não recebem posicionamento do governo e da empresa responsável pela contratação quanto a regularização dos pagamentos. “Na verdade, as merendeiras estão paralisadas há mais de quinze dias, por conta do não recebimento de salário, o que já faz três meses. E ontem, o pessoal dos serviços gerais, que cuidam da parte de limpeza principalmente, também aderiu a paralização, já que eles também completaram três meses sem salários”. Segundo a diretoria do Cetep, outros problemas, como a deteriorização da estrutura física, foram se acumulando ao longo dos últimos meses, o que contribui para diminuir as condições de ensino e trabalho da instituição. Os alunos se sensibilizaram com a situação dos servidores sem salários, algo que chamou a atenção da administração da escola. “Chegamos ao ponto dos alunos arrecadarem alimentos para ajudar as merendeiras na feira de suas casas”, afirma Manuela. O Cetep, por ser um centro voltado para a educação profissionalizante, é vinculado a Superintendência de Desenvolvimento da Educação Profissional da Secretaria de Educação do Estado da Bahia (Suprof), o órgão responsável por planejar, coordenar, promover, executar, acompanhar e supervisionar, no âmbito estadual, as políticas, programas, projetos e ações da educação profissional na Bahia. Sua atuação, porém, tem deixado a desejar, dada a situação precária da infraestrutura do Centro. A direção do Cetep afirma ter direcionado um documento com reclamações e reivindicações ao órgão. Cleoves, aluno do Cetep, conta que a situação é precária. “Por conta de ser uma escola técnica, uma das únicas que a gente tem em Irecê, a gente vê essa situação e fica entristecido. É um descaso com os alunos e também com os funcionários, que são ótimos por sinal, estão aqui sempre lutando e nos ajudando”. A direção afirma ainda que as quatro merendeiras, que iniciaram a paralização primeiro, receberam sem comunicação formal a notificação de aviso prévio. “Agora eu pergunto, como uma escola que tem quase mil alunos vai ficar sem gente para fazer a merenda?” O corpo discente e os servidores em greve farão uma manifestação nas ruas de Irecê amanhã (10) a partir das 8h. A concentração será em frente à rodoviária e promete caminhar até ao escritório da superintendência responsável pela educação profissional, na Praça do Feijão. Conforme novas informações e posicionamentos chegarem a redação, a reportagem será atualizada. Errata: Ao contrário do que dissemos, os alunos do Cetep não arrecadaram alimentos para a merenda da escola, e sim para ajudarem os servidores com salários atrasados. A informação foi corrigida no texto.