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Geral

Temer tira 19 cidades baianas de programa de investimentos em aeroportos; Irecê incluída

25 de Agosto de 2016

aeroporto-irecê.jpg [caption id="attachment_5448" align="aligncenter" width="495"]Aeroporto de Irecê: sonho de ter voos comerciais na cidade foi adiado por tempo indeterminado. | Foto:  divulgação Aeroporto de Irecê: sonho de ter voos comerciais na cidade foi adiado por tempo indeterminado. | Foto: divulgação[/caption] O presidente interino Michel Temer (PMDB) decidiu reduzir de 270 para 53 o número de aeroportos que seriam beneficiado pelo programa de investimentos federais em aviação regional. Na Bahia, 21 cidades seriam contempladas pelo programa, inclusive Salvador, mas o novo formato só mantém Vitória da Conquista e Barreiras. O pacote foi lançado pela presidente afastada Dilma Rousseff (PT), para obras de ampliação a partir do ano que vem. O ministro de Transportes, Aviação Civil e Portos, Maurício Quintella Lessa, justificou que a cúpula do governo não viu a necessidade daquela quantidade para dar início ao programa. "Chegamos à conclusão de que não seriam necessários 270 aeroportos para iniciar um programa realista que atenda aos Estados, à demanda e às empresas", disse à Folha. O plano de desenvolvimento da aviação regional foi lançado em dezembro de 2012, com investimento estimado na época de R$ 7,3 bilhões, mas quase nenhum projeto saiu do papel nesse período. Quintella disse que a nova lista é "bem mais realista" e adequada à situação financeira do governo federal. Com a reformulação do programa, serão necessários R$ 2,4 bilhões para investimentos até 2020. Além dos 53 aeroportos, o governo disse que pretende criar lista com 123 unidades que poderão receber investimentos à medida que a situação econômica melhorar, ou se os Estados assumirem os projetos. Quintella disse também que o governo exigirá que as cidades escolhidas deverão apresentar garantias de que as leis locais preservarão as áreas no entorno dos aeroportos para que não tornem inviável no futuro o uso dos terminais por causa de construções inadequadas. Também está em estudo uma parceria com o Sebrae para qualificação dos gestores. Irecê - Desde o lançamento do programa de fortalecimento da aviação regional, a abertura do aeroporto de Irecê para voos comerciais era objeto de grande expectativa da sociedade local. Na época do anúncio oficial, em meados de 2014, o então ministro-chefe da Aviação Civil, Moreira Franco, chegou a declarar em entrevistas que faltava apenas a publicação do edital para dar início aos trabalhos. "Aqui no caso de Irecê, falta apenas a publicação do edital e colocar a licitação na rua. Desenvolver a aviação no interior do país é integrar e dar possibilidade aos brasileiros de usar o avião como meio de transporte”, disse Moreira Franco. Uma reunião chegou a ser realizada, também em 2014, entre o prefeito Luizinho Sobral e representantes do consórcio Progen/Planway, que tratou sobre os planos de ampliação do aeroporto (leia mais aqui). Embora não tenha sido anunciado nenhuma informação sobre possíveis companhias aéreas em Irecê, cogitava-se que a Azul ou a Passaredo seria a empresa a operar no ampliado - agora abortado - aeroporto, com uma ligação para Salvador. Ambas são, praticamente, as únicas empresas do setor no país a investir em rotas regionais e de pequeno porte, e o histórico e a presença no atendimento a diversos destinos no estado alimentava o rumor: a Passaredo opera atualmente em Salvador, Vitória da Conquista e Barreiras, e a Azul em Salvador, Feira de Santana, Ilhéus, Porto Seguro, Vitória da Conquista, Teixeira de Freitas e Valença.   Da Redação, com informações do Bahia Notícias.