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Irecê e Região

Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização inaugura núcleo de penas alternativas em Irecê

Rodrigo de Castro Dias - 30 de Maio de 2017 (atualizado 20/Jun/2017 09h54)

Foto: 17º unidade do Ceapa na Bahia foi inaugurada na manhã desta segunda-feira (Divulgação)

Foto: 17º unidade do Ceapa na Bahia foi inaugurada na manhã desta segunda-feira (Divulgação)

Redação Cultura&Realidade

Foi inaugurado, na manhã dessa segunda-feira (29), em Irecê, o 17º Núcleo de Apoio e Acompanhamento às Penas e Medidas Alternativas (Neapa), da Central de Apoio e Acompanhamento às Penas e Medidas Alternativas (Ceapa). A Ceapa é vinculada à Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap). O evento contou com as presenças do prefeito Elmo Vaz, do secretário da Seap, Nestor Duarte, do chefe de Gabinete da Seap, Carlos Abreu e da coordenadora da Ceapa, Andréa Mércia. Também participaram o presidente da Câmara de Vereadores, Figueiredo, os vereadores Meirinha, Fabiano Bia, Tertinho e Murilo, além de secretários de governo e representantes da Justiça.

A Ceapa operacionaliza a execução das penas e medidas alternativas destinadas a infratores que cometeram delitos de baixo potencial ofensivo, com base nos antecedentes e na conduta social. O Neapa vai contar com uma equipe multidisciplinar, composta por psicólogo, advogado, assistente social e coordenador, para atender as comarcas contempladas dentro do território de identidade Irecê, abrangendo 20 municípios.

O secretário Nestor Duarte falou sobre a satisfação em estar no município. “É um prazer estar aqui inaugurando essa unidade em Irecê. O Brasil tem 600 mil presos, para cerca de 280 mil vagas, com um déficit prisional de mais de 50%. A reincidência no país é de cerca de 75%. Em uma central de pena alternativa, a reincidência é de 1,2%, para aquele crime de menor potencial ofensivo, para um cidadão que passaria até quatro anos na cadeia”, destacou Nestor Duarte.

Para o prefeito Elmo Vaz, o núcleo será um importante equipamento de humanização dos cidadãos que cometem delitos de menor grau. “Precisamos ter um olhar voltado para as políticas sociais. Não podemos ter preconceito e achar que todos os crimes são iguais. Existem potenciais ofensivos diferenciados e, para tanto, confiamos na Justiça. Com essa iniciativa, o que o Governo do Estado está oferecendo é justamente a oportunidade para que aquelas pessoas que cometeram crime com penas de até quatro anos, possam ter oportunidade de se ressocializarem de forma digna e humana, e que possam ser acolhidas pela sociedade”, avaliou.

Segundo Andréa Mércia, atualmente, a Central acompanha 6.300 pessoas em Salvador e mais 16 unidades municipais. “Dentro desse universo, temos conseguido realizar ações de desencarceramento, trazendo essas pessoas para o acompanhamento multidisciplinar, com um custo baixo para o município. São atividades efetivas que mantêm o preso junto à sua comunidade e sua família. Irecê está de braços abertos e a gente acredita que o resultado vai ser extremamente positivo”, comemorou.

Com informações da ascom da Prefeitura de Irecê