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Politica

Seabra: Manifestantes pedem cassação de presidente da Câmara, que rechaça informações

Cultura&Realidade - 30 de Janeiro de 2019 (atualizado 30/Jan/2019 18h16)

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Centenas de pessoas foram às ruas pedindo cassação do presidente da Câmara - Foto: Divulgação

Presidente da Câmara afirma que as pessoas foram forçadas a irem participar da manifestação, que para ele é política e orquestrada pelo grupo liderado pelo prefeito Fábio Miranda. Durante entrevista ao radialista Nerisvaldo Sobrinho, da emissora Nova FM, ele rechaçou as informações passadas pelos manifestantes.

Nerisvaldo entrevista Marcos Pires, Presidente da Câmara de Seabra - Foto: Print Facebook da Nova FM

Na tarde da última segunda-feira, 28, passou pelas ruas de Seabra centenas de pessoas em manifesto pedindo a cassação do presidente da Câmara, o vereador Marcos Pires. Com faixas de “Fora Marcão”, carros de som, cartazes e bolas de assopro, os manifestantes desfilaram pelas principais ruas do centro da cidade.

O blog “Veja Política” destacou o ato como sendo uma iniciativa da população que estaria revoltada com o presidente da Câmara, que na ótica das informações, praticando diversos atos de perseguição ao prefeito Fábio Miranda, em prejuízo do bom fluxo da gestão municipal.

A agenda utilizada pelo presidente da Câmara, para votação de requerimento de autoria do Poder Executivo para dotação suplementar orçamentária, visando uso de recursos para pagamento de salários dos professores, é apontada pela prefeitura como inadequada, pois teria aí, impedida a votação, o que não permitiu o pagamento dos salários dos professores, referentes ao mês de dezembro.

No bojo da matéria, o blog cita que o presidente da Câmara responde a processos na Justiça Federal, por ocasião da “Operação Carcará”, da Polícia Federal, por ter operado com prefeitos em fraudes de processos licitatórios. “O Presidente da Câmara foi preso temporariamente pela Polícia Federal, com a finalidade de garantir a conclusão da investigação policial, de acordo com o processo nº 0059519-86.2010.4.01.0000.” diz o blog.

PRESIDENTE RECHAÇA INFORMAÇÕES – Em sua página pessoal no Facebook, o vereador Marcos Pires, nesta terça-feira, 29, rechaçou as informações oriundas do manifesto e disse que o movimento de segunda-feira foi “claramente organizado e mobilizado pelo prefeito e sua equipe, notadamente, em sua maioria, os participantes são servidores públicos, obrigados a se fazerem presentes” e informou que na quarta-feira, 30, estaria concedendo entrevista para esclarecer à população todos os temas apontados.

Como anunciou, o Presidente da Câmara esteve, ao meio-dia de hoje, na emissora de rádio Nova FM, onde concedeu entrevista ao comunicador Nerisvaldo Sobrinho.  Durante a entrevista, Marcos Pires foi indagado pelo radialista e por ouvintes, sobre a problemática da sessão de votação do pedido de dotação orçamentária suplementar, concurso público e, dentre outros assuntos, falou sobre o processo que o envolve do Ministério Público Federal.

Sobre concurso público, que segundo ele tem inflamado os interesses do prefeito, ele informou que “o concurso é uma obrigação legal e hoje a prefeitura de Seabra tem mais contratados do que efetivos e que é dever dos órgãos controladores”, a exemplo da Câmara de vereadores e Ministério Público. Por outro lado, “trata-se de uma promessa de campanha do prefeito, que durante a campanha, prometeu diversas vezes fazer o concurso”, disse.

Com relação à sessão que votou o requerimento do executivo, pela dotação orçamentária suplementar, Marcos informou que a mesma precisava seguir trâmites regimentais, sob pena de ser judicializada. Porém, segundo ele, “a Câmara já havia aprovado dotação adequada para a gestão financeira do governo, inclusive em condições para pagamento dos salários dos professores, mas que o prefeito optou por usar os recursos para pagar à empresa de transporte escolar, deixando os professores sem salários”, salientou.

Sobre o processo promovido pelo Ministério Público Federal, a partir de investigação da Polícia Federal, Marcos esclareceu que faz nove anos o ocorrido e que não tem nada a ver com os objetos do processo, que foi conduzido à Superintendência da Polícia Federal para prestar  informações contábeis, uma vez que é profissional contabilista e prestava serviços a algumas prefeituras envolvidas, e que no dia seguinte já estava nos seus ambientes de trabalho. “Eu não era prefeito, nem contador, nem tesoureiro. Não cuidava da gestão financeira, não tenho nada a ver. Já tem nove anos e até agora nunca fui chamado para absolutamente nada. Todos sabem que para ser candidato tem de ser ficha-limpa e fui candidato”, disse o presidente da Câmara.

Ele aproveitou a oportunidade e afirmou que a manifestação foi planejada e mobilizada por aliados do prefeito e que vários servidores informaram que estavam sendo forçados a participar, sob pena de perda do emprego na Prefeitura.