Irecê e Região

Promotora pede afastamento do prefeito de Ibititá, Cafu Barreto por improbidade

Cultura&Realidade - 15 de Agosto de 2019 (atualizado 15/Ago/2019 07h57)

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Cafu Barreto vai ter de se defender por improbidade administrativa - Foto: Ilustração

O Ministério Público estadual pediu à Justiça, em ação civil pública, o afastamento por 180 dias do prefeito de Ibititá, Edicley Souza Barreto. Segundo a promotora de Justiça Edna Márcia de Oliveira, o gestor cometeu ato de improbidade administrativa ao descumprir decisões judiciais que o obrigavam a reintegrar 13 servidores da rede municipal de educação que “foram destituídos abusivamente dos cargos”, a promover concurso público e a exonerar servidores contratados diretamente de forma irregular para exercer “falsos cargos comissionados”. A ação foi ajuizada no último dia 1º. 

A promotora solicita à Justiça que determine o afastamento temporário até o julgamento da ação. Edna Márcia informa que o prefeito desrespeitou ordens judiciais da 1ª Vara Cível de Irecê e do Tribunal de Justiça da Bahia, que referendou as determinações de primeira instância sobre ação civil pública ajuizada pelo MP e sobre mandado de segurança do Sindicato dos Trabalhadores de Educação do Estado da Bahia (APLB) impetrado para reintegração dos servidores concursados que foram ilegalmente destituídos. “A necessidade do afastamento se impõe como evidência de resguardar o cumprimento das decisões proferidas pelo Poder Judiciário”, afirmou a promotora. 

 

NOTA DE ESCLARECIMENTOS DO PREFEITO

Em nota de esclarecimento, o prefeito Cafu Barreto refuta as acusações do Ministério Público e afirma que não será afastado, uma vez que, conforme diz a nota, a ação ministerial não se sustenta, pois, segundo o gestor, não cometeu irregularidades.

Da Redação, com informações da Cecom/MP