Cultura, Esporte e Lazer

Projeto promove desenvolvimento social e cultural para crianças da periferia e zona rural

Cultura&Realidade - 15 de Fevereiro de 2019 (atualizado 15/Fev/2019 16h18)

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Com boa participação de crianças, os eventos do “Cultura Viva” tem sido bem sucedidos – Foto: Divulgação

Por João Gonçalves

O desenvolvimento sociocultural a partir do lúdico. “Mas que diabos é isso?” Nada demais, os educadores conhecem o tema. A ludicidade, em resumo, trabalha, no âmbito da educação, a promoção do conhecimento e interações sociais a partir de jogos, danças, cantos, brinquedos e brincadeiras populares.


É neste contexto que dois amigos Jirreh de Oliveira e Amaraí Pereira Gomes, iniciaram, há dois anos, o projeto “Cultura Viva”. Eles já realizaram mais de 30 apresentações nos bairros e povoados de Irecê.


Carrinho de rolimã (pratinete), sacos, colher com ovo, cordas, bola, bolas de gude, pião, bambolê e outros brinquedos, fazem parte das atividades que o projeto desenvolve. 


Artes circenses e brincadeiras como bila, pula corda, joga pião, os diferentes jogos com bola de gude, baleada, travinha e centopeia, contação de causos, cantigas e recitais, fazem parte do repertório que tem atraído cada vez mais crianças aos eventos do projeto.


“É muito bom e contagiante quando a gente vê a alegria das crianças e até dos adultos se envolvendo com as brincadeiras. Só em ver que elas não estão com equipamentos eletrônicos naqueles momentos e estão se movimentando, já é um grande ganho social e de saúde. Acreditamos nisso”, diz Jirreh de Oliveira, que também é artista plástico e dançarino do bumba meu boi.


“Durante as atividades, é possível trabalhar diversos aspectos sociais. As crianças ficam mais tolerantes, pois aprendem a cumprir regras, a ter disciplina estratégica e a respeitar os colegas”, salienta o mestre de capoeira Amaraí.


A reportagem verificou que durante as atividades os participantes se envolvem, resultando em intensos momentos de interação e contentamento. 
Celulares, apenas para fotografar e filmar, logo são guardados, pois com eles este universo de brincadeiras não tem graça. Ao longo das apresentações, as crianças brincam, cantam, dançam e principalmente, conhecem brinquedos e brincadeiras populares que, com o tempo, foram ficando apenas nas lembranças dos mais velhos.


O projeto Cultura Viva, portanto, desenvolve significativo papel social ao envolver crianças de diferentes ambientes familiares, escolares e religiosos, em uma grande teia de resgate e promoção da arte e da cultura.


De acordo com os idealizadores, a iniciativa se deu a partir do vazio observado nos espaços públicos e no cotidiano das comunidades periféricas e rurais. “As atividades culturais parecem que só tem importância se realizadas no centro da cidade, onde, muitas vezes, nem os pais, nem as crianças podem ir. Estamos indo onde elas estão”, salienta Jirreh.


As atividades também contam com ajudas eventuais das próprias comunidades, no fornecimento de lanches e guloseimas, como balas e pirulitos. O palhaço Prexeca (Wellinton Duval) e mais recentemente, o grupo de capoeirista do mestre e  Pastor Evangélico Antonio Benedito Júnior, participam dos eventos, com importante contribuição artística e operacional.

Confira as fotos: