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Politica

Principais votações dos ireceenses nas eleições do dia 7. Braga derrotado, Luizinho a 12 votos da vitória, Fabíola Mansur e Jacó são eleitos

João Gonçalves - 09 de Outubro de 2018

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Fabíola Mansur e Jacó: nova configuração da representação regional na ALBA - Fotos: Arquivo Google

Reinaldo Braga e Luizinho Sobral derrotados, Fabíola Mansur renovando mandato e Jacó chegando à Assembleia Legislativa 

A eleição do último domingo, 7, em Irecê seguiu o seu rito normal. Sem grupos organizados nas ruas, sem barulho algum no pós-eleição. Durante todo o dia, muitas pessoas se manifestaram indecisas a caminho das urnas. “Não sei ainda em quem votar. Não vejo mais graça em eleição”, disse dona Maria Gertrudes, de 53 anos, dona de casa que se manifestou decepcionada com a politica.

Diversas pessoas foram vistas catando santinhos em ruas próximas aos locais de votação. “Isso aponta um fenômeno preocupante. As pessoas não estão debatendo nem querendo ouvir sobre candidatos e propostas. Não acreditam mais. É preocupante porque estamos decidindo sobre o futuro do País, escolhendo pessoas que vão deliberar sobre temas que irão repercutir diretamente na vida de cada família em todo o território”, salienta a vereadora Meirinha, que disputou uma vaga para a Câmara dos deputados, pela Rede Sustentabilidade.

Os presidenciáveis melhor colocados em Irecê foram Haddad (PT) com mais de 57% dos eleitores, chegando a 20.171 votos. Bolsonaro foi o segundo colocado com 7.778 votos e Ciro Gomes teve a preferência de 5.341 ireceenses.

LUIZINHO MAJORITÁRIO ABSOLUTO - Para deputado estadual, a principal cidade da região votou em Luizinho Sobral (Podemos), concedendo-lhe a condição de majoritário com 12.456 votos. Ficou na suplência por 12 votos. Em segundo lugar foi a candidata oficial do prefeito Elmo Vaz, Fabíola Mansur, com 4.699 votos no município. Na sequência, o ex-prefeito de São Gabriel Zé Carlos da Cebola, com 3.631 votos, seguido do eleito Jacó “Sebo nas Canelas” com 2.552, Zé das Virgens com 1.944 votos e o cadeirante Rafael Medeiros, que obteve 873.

Para a Assembleia Legislativa, predominou o desejo dos eleitores em se ter representação local e pela renovação. Reinaldo Braga, depois de 9 questionáveis mandatos seguidos, foi derrotado nas urnas. Apesar de derrotado, Luizinho teve expressiva votação em Irecê. Pelo fato de ter empreendimento em Irecê e bom desempenho do mandato em pautas de interesse dos ireceenses, Fabíola Mansur, de Salvador, é considerada por alguns como deputada local, com importantes bases em Irecê, Presidente Dutra, América Dourada, João Dourado, Mulungu do Morro e Uibaí. Foi eleita para o segundo mandato seguido. Jacó "Sebo nas Canelas" também foi eleito e embora seja natural de Jacobina, a muitos anos tem domicílio em Irecê, onde coordena articulações de ONGs focadas em atividades voltadas para o semiárido, principalmente agricultura familiar.

MEIRINHA E MILITÃO FORAM MAJORITÁRIOS EM IRECÊ - Para o legislativo federal, predomina ainda a maioria da votação fragmentada em dezenas de candidatos “estrangeiros”, enfraquecendo a representatividade política territorial. A região continuará submetida a emendas parlamentares fruto das relações entre prefeitos, deputados e empreiteiras, com evidentes vícios eleitoreiros, distantes de um projeto voltado para o desenvolvimento regional.

Na disputa para a Câmara Federal, Militão (PHS) e Meirinha (REDE) foram os mais votados em Irecê. Com 5.456 votos, o experimentado Militão, que vem da sua segunda disputa em eleições gerais, foi o majoritário, ficando 133 votos à frente da estreante Meirinha, que obteve 5.323. Ao total de votos no estado, Meirinha com 12.172 votos e Militão com 20.564, não obtiveram score suficiente para eleição.

Embora tenha ficado em segundo lugar na sua coligação, Meirinha esbarrou no fraquíssimo desempenho dos seus colegas de chapa. "A esperança era que cada componente obtivesse uma média de 5 mil votantes, o que poderia eleger dois concorrentes" disse.

Com Militão ocorreu o inverso. O grande desempenho dos primeiros colocados o deixou de fora da possibilidade de disputa. Ficou em quinto, sendo o terceiro suplente da coligação que elegeu a bolsonarista Professora Dayane Pimentel e o “príncipe das trevas”, da periferia de Salvador, o cantor Igor Kannário.  O primeiro suplente desta chapa, o Pastor Abílio, obteve 50.345 votos.

A soma dos dois, em razão da baixa adesão de eleitores reféns dos chefetes políticos do território, culturalmente submetidos aos donos das emendas parlamentares, não seria suficiente, nem para um, nem para o outro chegar à tão sonhada cadeira na Câmara Federal.