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Politica

Por falta de provas, Ministério Público Federal desconsidera delação de Antonio Palocci contra Lula

João Gonçalves - 02 de Outubro de 2018

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Palocci fez delação, mas seus apontamentos estão prejudicados por falta de consistência investigativa - Foto:Heuler Andrey/ AFP

Por Juliana Almirante

A coligação petista reagiu, em nota, à abertura do sigilo de parte da decisão premiada de Antonio Palocci, nesta segunda-feira, 1º, lembrando que foi recusada pelo Ministério Público Federal por falta de provas. A Presidente do PT, Gleisi Hoffman, também criticou o juiz Sérgio Moro pela decisão. 
“A conduta adotada por Moro reforça o caráter político dos processos e da condenação injusta imposta ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, diz a coligação petista, em nota.
Em entrevista concedida à Folha no final de julho, o jurista Carlos Fernando Lima, procurador da Lava Jato, explica em detalhes que a delação de Palocci, na opinião do Ministério Público, não é válida, por falta de provas. Ele indica ainda que a Polícia Federal firmou o acordo apenas para provar que tinha poder para tanto.
“Vou dar o exemplo também do acordo do [Antônio] Palocci, celebrado pela PF depois que o Ministério Público recusou. Demoramos meses negociando. Não tinha provas suficientes. Não tinha bons caminhos investigativos. Fora isso, qual era a expectativa? De algo, como diz a mídia, do fim do mundo. Está mais para o acordo do fim da picada. Essas expectativas não vão se revelar verdadeiras. O instituto é o problema? Eu acho que a PF fez esse acordo para provar que tinha poder de fazer”, disse o procurador.
Em nota, a defesa de Lula afirma ainda que “Moro juntou ao processo, por iniciativa própria (“de ofício”), depoimento prestado pelo Sr. Antônio Palocci na condição de delator com o nítido objetivo de tentar causar efeitos políticos para Lula e seus aliados, até porque o próprio juiz reconhece que não poderá levar tal depoimento em consideração no julgamento da ação penal (…) Palocci, por seu turno, mentiu mais uma vez, sem apresentar nenhuma prova, sobre Lula para obter generosos benefícios que vão da redução substancial de sua pena – 2/3 com a possibilidade de “perdão judicial” – e da manutenção de parte substancial dos valores encontrados em suas contas bancárias.”

Integralmente extraído do site www.bahia.ba