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POLÍTICA: Contexto nacional e seus reflexos na sucessão deste ano em Irecê

20 de Abril de 2016

TEXTO-DEBORAH.jpg TEXTO DEBORAH   Por João E. Duarte Não será apenas no Palácio do Planalto que a abertura do processo de impeachment pela Câmara dos Deputados ocorrido no último domingo (17) trará reflexos. As decisões acerca do possível impeachment da presidente Dilma Rousseff impactarão diretamente nas Eleições 2016. Na microrregião de Irecê, por exemplo, se de fato o Senado aprovar o impedimento da petista, com Temer na presidência e Geddel Vieira Lima e o deputado José Carlos Aleluia (DEM) em possíveis ministérios, poderão utilizar do alinhamento com o governo federal para fortalecer pré-candidaturas de peemedebistas e tornar-se palanque para uma possível disputa de ACM Neto a governador em 2018. Cogita-se, inclusive, que diante deste cenário, o prefeito de Salvador ACM Neto poderá desistir da candidatura à reeleição, pois fora de um cargo institucional poderá percorrer o interior do estado, visando disputar o Palácio de Ondina. Em Irecê, quem apostava numa possível aliança entre Dorinha Lélis e Luizinho Sobral, poderá surpreender-se com a sustentação da pré-candidatura de Isadora Lélis à prefeita de Irecê. Com a possível chegada de Temer ao Palácio do Planalto, acredita-se no fortalecimento de Dorinha Lélis por ter o presidente do PMDB, Geddel Vieira Lima, um dos principais articuladores do impedimento de Dilma, como aliado. Esse entrosamento total poderá possibilitar o diálogo com os partidos PRB, PSDB e DEM e a consolidação do grupo. Em contrapartida, governos aliados à gestão da presidente Dilma Rousseff (PT) terão também dificuldades, principalmente por que será desconstituído o alinhamento estadual e federal, além de enfrentar problemas para garantir parcerias, convênios e de recursos. Com a construção desse palanque de ACM Neto e Geddel Vieira Lima, o prejuízo maior recairá sobre o atual prefeito de Irecê, Luizinho Sobral, que poderá enfrentar a fúria do grupo oposicionista, pois após ter sido aliado de Paulo Souto nas eleições 2014, passou a cortejar o PT e o governador Rui Costa. Além disso, poderá haver racha na base do grupo de Luizinho Sobral haja vista que a grande maioria dos partidos da base oposicionista poderão acompanhar a pré-candidatura de Dorinha Lélis. A probabilidade é que se crie o reforço na região às candidaturas pelo PMDB nos municípios de Ibititá, Barro Alto, Lapão, Presidente Dutra, Xique-xique, Barra do Mendes, Irecê, entre outros. A perspectiva é que haja crescimento do grupo de oposição ao PT e se abra espaço para reforçar a candidatura de ACM Neto a governador.