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Geral

OS VICES DAS DISCÓRDIAS: Eleitores de Luizinho reclamam do vice imposto por ele, os de Elmo, do dele

14 de Agosto de 2016

tonhew.jpg [caption id="attachment_5315" align="aligncenter" width="453"]tonhew Antonio Rodrigues, histórico eleitor sobralista, decepcionado[/caption]

Se parte das bases de Elmo Vaz ainda não se ajustaram com a escolha do vice Pascoal Martins, aliados de Luizinho também dão o grito e denunciam ousado projeto político do prefeito: «Ele quer nos usar para ser deputado e prefeito ao mesmo tempo». Dizem, descontentes com a escolha do assessor direto do prefeito, Herbert Gouveia, que é de Salvador e não tem família nem negócios na cidade.  A única atividade que Gouveia desenvolve em Irecê, é ser funcionário da prefeitura como pessoa de confiança do prefeito.

Por Fábio Vieira

Uma das maiores preocupações dos pré-candidatos a prefeito de Irecê, Luizinho Sobral (PTN) e Elmo Vaz (PSB) é com os seus candidatos a vice-prefeito. Dorinha Lelis está tranquila com o professor Valderi José.

PELA SITUAÇÃO

Nas astes sobralistas, dizem que o prefeito está tranquilo, certo do que quer. Enfrentou uma forte pressão de seguidores do PSD – Partido Social Democrático, para demovê-lo da idéia em ter o seu assessor direto, Herbert Gouveia (Solidariedade), como colega de chapa. Prefeitos da legenda e até mesmo o empresário Jota Sidney, não negaram suas insatisfações. Os líderes pessedistas compreendem que Luizinho estaria dando um “tiro no pé”, em ter imposto um pré-candidato a vice que não é da cidade, que não tem família em Irecê e cujos negócios são apenas junto à prefeitura e assessoria especial/pessoal do prefeito.

O descontentamento foi geral. Pessoas das mais simples compreendem qual é o jogo de Luizinho Sobral. “O desejo dele é se eleger prefeito, dois anos depois renunciar para ser candidato a deputado, entregando a cidade para um su-posto laranja, testa de ferro. Este vice tem a finalidade de ser a marionete de Luizinho", salienta um comerciante da cidade.

O raciocínio do microempreendedor tem ressonância nas próprias bases sobralistas. Um velho e tradicional seguidor do grupo, eleitor fervoroso, Antonio Rodrigues, popularmente conhecido por Tonhe Rodrigues, disparou na sua página pessoal do Facebook, logo depois da convenção do PTN: “Hoje tomamos um grande golpe na política de Irecê, depois de saber que nosso atual prefeito quer perpetuar no poder. Ao lançar um vice-prefeito que não tem vontade própria. Nosso prefeito quer ser deputado e prefeito ao mesmo tempo. Sadan Russem jamais. Irecê tem homens de verdade”, disse.

A expectativa dos aliados do prefeito era de que o vice pudesse ser “Ló Saraiva”, irmão do empresário Itamar Saraiva, ou Bruno Fernandes, secretário no atual governo e filho de Antonio Fernandes, do Moinho POP, pois contemplaria famílias tradicionais, os paraibanos e os empresários. “O prefeito está se achando muito soberano e acha que pode fazer o que bem entender com Irecê. Com este gesto ele deixou claro que nossa cidade não tem nenhum homem e nenhuma mulher capaz de ser um simples vice”, disse um cabeleireiro da cidade.

PELA OPOSIÇÃO

Já Elmo Vaz, após intensas agendas para definição da unidade das oposições, terminou firmando aliança com o bloco PT/PCdoB, que vinha mantendo a pré-candidatura a prefeito do vereador Pascoal Martins. A tão sonhada unidade, que teria no seu bojo Dorinha Lelis e os ex-prefeitos e ex-deputados Beto Lelis (PMDB) e Joacy Dourado (PT), não aconteceu. O PT esfacelou-se, parte saiu mais cedo, liderada pelo ex-prefeito Zé das Virgens e se agasalhou na bandeira comunista, a qual, posteriormente, recebeu outros componentes petistas, que alimentavam melhores possibilidades políticas com o que restou da legenda. Mas Joacy não acompanhou, deixando mais uma inequívoca prova que seu projeto sempre foi e sempre será, estritamente pessoal. “Ele nunca foi grupo, nunca foi PT, ele não é institucional. Ele é apenas ele mesmo”, disse um indignado militante petista.

Embora acertado entre os demais partidos da base de Elmo Vaz, de que o bloco chegante (PT/PCdoB) indicaria o candidato a vice, a definição do nome Pascoal Martins ainda não é ponto pacífico nas bases. Algumas lideranças compreendem que deveria ser outro nome, embora não indiquem. Fala-se no próprio Joacy, Zé das Virgens e Tertinho.

No final desta semana , alguém chegou a provocar em grupos de discussões de WhatSapp, uma consulta com o nome da ex-secretária de administração Laudicéia Alves, esposa de Osvaldo Alves, como mais uma cartada para desbancar Pascoal, com a promessa de ser uma ponte honrosa para atrair o apoio de Joacy Dourado. A rejeição a Pascoal é, segundo dizem, ao fato do mesmo não ser simpático ao empresariado, por conta da sua implacável luta em defesa dos comerciários.

Bom, com ou sem mudanças de vices, a campanha começa na próxima terça, 16, e o tempo é escasso para resolver insatisfações internas e buscar a simpatia do povo.

Aberta a temporada de caça aos votos.