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Opinião C&R

Opinião C&R: expectativas com a nova Câmara de Irecê

14 de Fevereiro de 2017 (atualizado 29/Jun/2017 11h35)

No retorno as atividades, a população espera mais transparência e efetividade da atuação dos vereadores de Irecê.

Foto: no retorno as atividades, a população espera mais transparência e efetividade da atuação dos vereadores de Irecê (Reprodução/CaraíbasFM)

Por João Gonçalves

A Câmara de Vereadores inicia nesta quarta-feira (15) a reabertura de seus trabalhos. Os vereadores reeleitos e especialmente os eleitos pela primeira vez assumem com a grande responsabilidade de promover um novo cenário na condução da dita 'Casa do Povo'.

Garantir a participação da sociedade, dar transparência aos atos, especialmente os que dizem respeito à gestão da Mesa Diretora, são algumas das expectativas da sociedade ireceense, que há 20 anos espera ver atendidos estes anseios. Porém, a cada mandato a sensação de frustração aumenta.

Até mesmo a definição de um horário para facilitar a presença da população sofre obstáculos. Os marcos regulatórios do município são arcaicos e os vícios políticos se repetem. O último período legislativo, iniciado em 2013, teve início com muita esperança de que os legisladores, liderados pela presidência do vereador Luciano Pereira (PV), se revelassem diferentes, mas não foi o que se viu. 

O que se viu foi uma negação total. “Tudo como dantes no quartel de Abrantes”. 

Faltaram atos relevantes, que extrapolem o convencional, demandados pelas conveniências do Executivo. Sobram denúncias de malversação. Poucos são os vereadores que criaram projetos relevantes e cumpriram o papel de controladores da gestão pública, com destaque para Pascoal Martins (PCdoB) e Celson Cambuí (à época PT e agora PCdoB).

No mais, os edis se comportaram “vendendo a alma ao diabo” para garantir, via gestão da Câmara, ou nas estruturas da prefeitura, a condição de meros executores dos serviços sociais, sem ter adotado ações relevantes de interesse do desenvolvimento significativo da cidade. Verdadeiros párias, no que se refere ao papel original das suas funções! 

Rogério Santos Amorim (Figueredo) inicia amanhã sua primeira gestão como presidente da Casa. Muito se espera deste rapaz. Jovem e incisivo, porém em alguns momentos já revela posturas similares às das velhas raposas da politica. Tomara ser apenas uma impressão. Deseja-se que este novo período seja de importantes revelações e promoção de novos paradigmas legislativos. 

Que se evitem escorregões como o que foi patrocinado pela vereadora Meirinha recentemente, na sua relação com o poder executivo. Que o novo parlamento cumpra o seu verdadeiro papel de defender os interesses do povo, promovendo políticas sociais importantes, aliadas aos princípios éticos, fortalecendo o tratamento isonômico nos serviços públicos. 

Por enquanto, ficam as expectativas.