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Irecê e Região

'Operação Voo Livre' apreendeu pássaros silvestres capturados ilegalmente em Irecê

15 de Agosto de 2017

Equipe da operação voo livre em Irecê

Operação conjunta entre destacamento policial do estado e órgãos públicos municipais conduziram operação de combate a caça ilegal em Irecê (Divulgação)

Redação Cultura&Realidade

Nesta segunda-feira (14) aconteceu em Irecê a primeira ação da Operação Voo Livre, contra o tráfico e comercialização de pássaros silvestres no município. A ação foi realizada com a participação coordenada de órgãos da administração municipal e um destacamento da Polícia de Proteção Ambiental, com sede em Lençóis.

Motivada pelas constantes denúncias à Ouvidoria Municipal, a operação aconteceu no espaço da feira livre de Irecê e imediações do Mercado Municipal, com a participação de 36 pessoas, entre técnicos das secretarias, policiais e atiradores; oito veículos e um drone.

Foram apreendidas diversas gaiolas, armadilhas e muitas aves da Caatinga. Os pássaros, após terem seu estado de saúde atestado por um veterinário, foram devidamente alimentados, dessedentados, colocados nas gaiolas maiores e enviados para soltura em local adequado, sob orientação técnica. As gaiolas menores e armadilhas foram destruídas, visto que a comercialização das mesmas incentiva o cativeiro das aves.

Para o secretário Francisco Borges, a operação foi importante no sentido de preservar as poucas aves que ainda restam em nossa região. “As abordagens iniciais têm o intuito de coibir a atividade ilegal de captura e comercialização de pássaros nativos. Daremos continuidade à operação de forma incisiva, fiscalizando de perto com agentes voluntários infiltrados em pontos onde acontece o tráfico, buscando identificar os responsáveis e, posteriormente, oferecendo denúncias ao Ministério Público para as devidas providências”.

O secretário lembra ainda que “o crime ambiental não é praticado apenas pelos comerciantes, mas também pelos compradores. Conforme o Artigo 29 da Lei nº 9.605/1998, que trata dos Crimes Ambientais, quem mata, persegue, caça, apanha e utiliza espécimes da fauna silvestre de forma irregular pode ter como pena, detenção de seis meses a um ano e multa de até R$ 6 mil por pássaro”.

Com informações da prefeitura de Irecê