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Geral

O que nós estamos perdendo de vista na discussão sobre os candidatos a vice em Irecê

16 de Agosto de 2016

propostas1.png [caption id="attachment_5367" align="aligncenter" width="582"]Discussão de propostas: eis a verdadeira prioridade no debate eleitoral. Discussão de propostas: eis a verdadeira prioridade no debate eleitoral.[/caption] Por Rodrigo de Castro A campanha eleitoral de fato começou hoje. Mas a principal discussão em torno da disputa entre o atual prefeito Luizinho Sobral e o opositor Elmo Vaz incrivelmente não diz respeito a eles, ao menos diretamente. O tema que tem movido os corações e mentes ireceenses nos últimos dias é a escolha dos candidatos a vice-prefeito pelas coligações no páreo. Discussões acaloradas nas ruas e nas redes sociais parecem se importar somente com a naturalidade e/ou a "procedência" - embora não se saiba quais são as métricas avaliadoras - dos candidatos a vice. Sobre os planos ou propostas de governo, algumas poucas vozes solitárias. O debate em torno dos vices assume protagonismo em um momento onde os candidatos deveriam ser sabatinados pela população acerca dos seus planejamentos para a gestão pública, caso sejam eleitos. Não que a escolha dos vices nas coligações não seja importante. Na ausência dos prefeitos, são eles que assumem a administração municipal. Além disso, eles podem contribuir no dia-a-dia, auxiliando o prefeito na sua missão. Melhor dizendo: eles podem e DEVEM exercer função dentro da administração municipal. O problema aqui é a dimensão que o debate dos vices alcançou. Proporcionalmente, é como se Luizinho e Elmo fossem secundários na eleição, quando sabemos que na verdade é o contrário. Contribui para isso a postura dos cabos eleitorais e militantes de ambos os lados na disputa discursiva do "melhor vice", com a generosa contribuição da mídia ireceense no imbróglio - e o Jornal Cultura&Realidade possui a sua cota nessa seara, fazendo-se necessária a mea culpa do veículo. Os candidatos a vice possuem a sua importância dentro da disputa eleitoral, não há dúvidas. Mas não é para onde as pessoas deveriam dedicar o seu olhar em primeira instância. As ideias e propostas de governo são o ponto mais importante para o eleitorado avaliar, juntamente com o legado - ou a falta dele - no caso de candidatos que já tenham experiência política-administrativa. A campanha é curta - 45 dias - para decidirmos qual é a melhor opção. E ainda temos de escolher nossos representantes para a Câmara de Vereadores, essa também uma escolha vital. O momento é de prestar atenção as questões que realmente importam.