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Movimento negro defende aprovação de projetos de Fabíola Mansur

22 de Março de 2016

FMN.jpg FMN Nesta segunda-feira (21), data em que se celebra o Dia de Luta Pela Eliminação da Discriminação Racial, militantes do Movimento Negro de Salvador participaram de uma reunião na presidência da Assembleia Legislativa da Bahia, articulada pela deputada Fabíola Mansur (PSB). A parlamentar apresentou ao parlamento baiano três iniciativas de lei que buscam valorizar aspectos da história de luta dos negros na Bahia, o mais importante dos quais o que institui o feriado de 8 de Novembro para celebrar a Revolta dos Búzios, também conhecida como Revolta dos Alfaiates e Conjuração Baiana. Ao presidente da Assembleia, Marcelo Nilo, os militantes negros fizeram ver a importância simbólica de aprovação de projetos que valorizem a histórica participação dos afrodescendentes em eventos históricos que deram imensa contribuição à independência e ao fim da escravidão do Brasil. Estavam presentes no encontro o assessor-chefe da Fundação Pedro Calmon, Marinho Soares; o assessor especial da Secretaria de Igualdade Racial do Estado da Bahia (Sepromi), Ailton Ferreira; o presidente do Olodum, João Jorge; a representante do Bloco Afro Olodum, Rita de Cássia de Castro, e a representante do Coletivo de Mulheres Negras, Cristina Rodrigues. A deputada Fabíola Mansur apresentou três projetos voltados ao fortalecimento da identidade negra na Bahia: o Projeto de Resolução 2.422/2016 cria o Memorial Revolta dos Búzios na Assembleia Legislativa da Bahia; o 2.420/2016 cria a Comenda Liberdade Revolta dos Búzios e o Projeto de Lei 21.741/2016 institui o dia 8 de Novembro, data da morte dos heróis da Revolta dos Búzios, como feriado estadual. “É um dever homenagear e reconhecer a importância dos nossos quatro heróis baianos, nossos heróis negros, João de Deus, Lucas Dantas, Manoel Faustino e Luís das Virgens, símbolos da luta pela igualdade racial, da luta pela liberdade e especialmente da origem da nossa república”, declarou Fabíola Mansur. Marinho Soares, assessor-chefe da Fundação Pedro Calmon, afirmou que o momento é de extrema importância, e que os projetos propõem o resgate e o reconhecimento. “Através deles, a importância dos nossos heróis negros. Lá atrás é que se começa a discussão sobre liberdade, sobre igualdade, sobre república, o gênesis da república que temos hoje”, disse Marinho. Ailton Ferreira, por sua vez, afirmou que as propostas se ajustam à Década do Afrodescendente. “Quando o Poder Legislativo do Estado assume esses projetos de uma comenda, de uma data comemorativa e de um memorial ela diz para o mundo que a Bahia quer respeito, dignidade, reconhecimento, justiça e desenvolvimento para a comunidade negra, para os afrodescendentes do Estado”.