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Festival Gastronômico Paladares do Sertão

Membro da CNCD, João Gonçalves participa da elaboração da Política Nacional de Combate à Desertificação

14 de Dezembro de 2015

JOAO1.jpg [caption id="attachment_3304" align="aligncenter" width="602"]João participa da elaboração da Política Nacional de Combate a Desertificação João participa da elaboração da Política Nacional de Combate à Desertificação[/caption] A CNCD - Comissão Nacional de Combate à Desertificação, da Organização das Nações Unidas, coordenada no Brasil pela Diretoria de Combate à Desertificação do Ministério do Meio Ambiente, esteve reunida em Brasília nos últimos dias 7 e 8, para o lançamento de programas, sistemas de monitoramento e obras técnicas contributivas para prevenção da desertificação e recuperação de áreas degradadas e susceptíveis ao fenômeno. Na agenda, que também comemorou o Dia Mundial dos Solos (5/12), o Departamento de Combate à Desertificação do Ministério do Meio Ambiente anunciou a criação do Programa de Formação Técnica para o Manejo e Conservação de Solos e da Água no semiárido nordestino, com abertura de 500 vagas em 20 cursos para professores, extencionistas e agricultores multiplicadores promovidos conjuntamente pelo MMA, pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e pela Agência Nacional de Águas. De acordo com o secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável, Carlos Guedes, a ação visa fortalecer a agroecologia e a preservação do solo e dos recursos hídricos. A meta é oferecer 12 cursos em 2016 voltados para a agricultura familiar e 8 para o uso de equipamentos agrícolas e em solos profundos. Os cursos serão realizados com o apoio da cooperação técnica entre o MMA, o fundo japonês de fomento IICA, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PN-UD) e a FAO, órgão também da ONU para a alimentação. Guedes ressaltou a experiência dos programas voltados para o semiárido, como o Água Doce e manejo sustentável dos recursos energéticos da Caatinga. Para ele, a ação do governo e da sociedade civil no bioma é exemplar. BOAS PRÁTICAS - Como parte das comemorações foram lançadas, também, três publicações técnicas. O livro Caminhos para a Agricultura Sustentável, Princípios conservacionistas para o pequeno produtor rural, dos agrônomos Geraldo Barreto e Osany Godoy, publicação técnica, é um verdadeiro manual sobre boas práticas na agricultura familiar. Chancelado pela vasta experiência de dois mestres no assunto, preenche uma lacuna na literatura voltada para a agroecologia. Vai do uso da água, da preservação da cobertura vegetal à conservação e recuperação do solo numa edição ilustrada em uma linguagem acessível. DIAGNÓSTICO DOS SOLOS - O segundo lançamento, feito por Alan Bojanic, representante da FAO, é um diagnóstico da situação dos solos nos cinco continentes. Um mapa que detalha o uso e as condições em que se encontra o solo do planeta. O capítulo brasileiro teve a participação da Embrapa Solos, do Rio de Janeiro. O organismo internacional, dirigido pelo brasileiro José Graziano, alerta para o mau uso do solo e as consequências na redução da produção de alimentos e que medidas poderão ser tomadas para diminuir o impacto das atividades humanas que degradam e desertificam. A ONU instituiu o dia 5 de dezembro como o Dia Mundial do Solo. SISTEMA DE ALERTA - Também foi lançado o Sistema de Alerta Precoce de Secas e Desertificação (SAP). O secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Paulo Guilherme Cabral, destacou que o SAP permite atuar na prevenção, no controle e na mitigação da degradação. "Este sistema, além de avaliar e monitorar a degradação do solo, também irá disseminar informações e orientar melhor a definição e a implantação de políticas públicas", disse. O SAP é resultado de parceria entre o MMA, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), firmada em 2010. Os três organismos desenvolveram estudos de geoprocessamento, que incluem levantamento, análise e consolidação das informações georreferencidas sobre desertificação, degradação da terra e aridez. IRECÊ - Membro da CNCD/MMA/ONU, João Gonçalves, que representa o foco da sociedade civil da Bahia, avaliou os lançamentos como positivos. “São instrumentos que definimos como fundamentais há alguns anos e que as equipes técnicas desenvolveram, a partir de estudos, relatórios e ferramentas tecnológicas, para que sirvam de instrumentos norteadores na definição de políticas públicas capazes de prevenir a desertificação e proteger os recursos naturais ainda existentes. Esperamos que o poder público e a sociedade possam fazer bom uso”, ressaltou. Ele disse que “os agentes públicos e a sociedade do Território de Irecê precisam empoderar-se destes produtos e elaborar um plano estratégico, definir uma nova matriz tecnológica de desenvolvimento, pois estamos na rota de desertificação e a continuar o comportamento produtivo tal como está, as consequências serão catastróficas”, disse. No dia 8, Gonçalves participou das discussões para o processo de regularização da Política Nacional de Combate à Desertificação, ficando definida uma Comissão Temporária com participação de representantes dos governos federal, estadual e da sociedade civil para elaboração dos dispositivos, que terá até junho do ano que vem para conclusão dos trabalhos.