ESPORTES

Medalhista ireceense em competições nacional e internacional de Jiu Jitsu, busca apoio para disputar o brasileiro/2020

Cultura&Realidade - 12 de Março de 2020

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São 17 medalhas "correndo" atrás de apoio para participar do breasileiro deste ano - Foto: Divulgação

Da Redação/por João Gonçalves

 

Vinte e quatro anos atrás, a comunidade Fazenda Nova via nascer Alan dos Santos Silva, na casa de seus pais, o agricultor e metalúrgico Anthonio Rodrigues Silva e a dona de casa e atendente de farmácia Maria Aparecida dos Santos. O que ninguém sabia é que aquele bebê, dando seus primeiros gritos de vida, viria a ser uma das referências do esporte em Irecê.

"INSTINTO DE CAMPEÃO" - Alan narrou ao site Cultura&Realidade, que nasceu e viveu na roça, porém, para estudar e trabalhar mudou-se para Irecê. Mas quando a saudade do cheiro de terra, do acordar com os cantos do galo e da passarinhada aperta, é pra roça que ele vai. “É na roça onde me reencontro e me sinto em paz e feliz”, diz o jovem detentor de 17 medalhas em competições regional, nacional e internacional, sendo 11 de ouro, 2 de prata e 4 de bronze, como atleta de Jiu Jitsu.

Gideone Bezerra, uma das referências em Jiu Jitsu de Irecê, resumiu a sua avaliação sobre Alan: “disciplinado, comprometido e talentoso. Ele merece, é muito batalhador e tem instinto de campeão”.

Campeão no Salvador Spring Internacional Open/2019 - Foto: Divulgação

"NÃO GOSTAVA DE JIU JITSU" - Assim que chegou na cidade, Alan ingressou no grupo de capoeira coordenado pelo Pastor Júnior. “Eu sempre gostei de capoeira, mas o mestre Júnior falava de outras habilidades e que eu poderia dar certo no Jiu Jitsu”, comenta.

Alan ressalta que no início foi difícil a sua readaptação, mas que encontrou nos praticantes da arte marcial do Centro de Treinamento Deoni Bezerra, todo o acolhimento e incentivo.

As principais competições que ele participou foi o Campeonato Brasileiro de 2018, onde avançou com importantes vitórias, mas ficou nas quartas de final, em Barueri – São Paulo, o Internacional Fall para Ranking da Confederação Brasileira de Jiu Jitsu, onde conseguiu a medalha de bronze, o Salvador Spring Internacional Open IBJJF Jiu Jitsu, onde sagrou-se campeão e o Norte/Nordeste, em Lauro de Freitas, onde também abafou a medalha de ouro.

A luta de Alan, agora, é fora dos tatames. Com o Campeonato Brasileiro/2020, que acontece em 26 de abril a 3 de maio, em São Paulo, ele está buscando estabelecer as condições necessárias para participar da competição. “Me habituei a superar desafios, sempre fiz rifas entre amigos para conseguir os recursos, que geralmente são completados pelos amigos do Cento de Treinamento, de um dos meus instrutores, Gideone, a quem só tenho a agradecer. Não fosse o apoio de todos do centro de treinamento, jamais teria participado de nenhuma competição”, destaca o atleta, afirmando que gostava mesmo era de capoeira e não tinha identidade com Jiu Jitsu.

DOR E ALEGRIA – “Quando cheguei no Centro de Treinamento, nem quimono tinha. Depois de seis meses de treinos, ganhei uma bolsa para treinar, me isentando de pagamentos e um quimono, além de suplemento alimentar. A partir daí iniciei uma trajetória de colaboração e desempenho nas competições que nos faz acreditar que podemos ire mais longe”, diz ele com um olhar marejado.

Durante o dia ele é metalúrgico no empreendimento da família, mas sua rotina de treino é de segunda a sexta-feira, à noite, acompanhado pelos instrutores Gideoni Bezerra e Ernani Pinheiro.

"Durante o dia minha rotina é na metalúrgica, mas a cabeça está no tatame, à noite" - Foto: Divulgação

Mas não é só de alegria que vive o atleta. Um dos maiores sustos ocorreu em 2019. “No meu melhor momento como atleta, fui à lona, com direito a dores e lágrimas. Durante um treino, sofri uma lesão na coluna. Mas a alegria retornou dois meses depois”, conta ele.

Os médicos afirmaram que Alan não teria mais condições de treinamento, sob pena de ampliar a lesão e perder os movimentos das pernas. “Mas, teimoso, dois meses depois eu já estava no tatame. Foi minha maior alegria e agora estou em ritmo de preparação para as competições oficiais de 2020”, fala o atleta que iniciou o Jiu Jitsu sem entusiasmo. “No início eu não gostava, mas com o tempo me apaixonei”, afirma. 

Os desafios superados e o desempenho de Alan, na vida e nos tatames, impressionam pela sua garra e determinação, despertando o carinho e apoio dos seus colegas e da comunidade. De certo, vai alcançar as condições para participar de mais um Campeonato Brasileiro e trazer mais medalhas para a sua coleção, honrando a Bahia, Irecê e o seu lugar onde mata as saudades, Fazenda Nova.

No momento "mais uma rifa está sendo feita" para arrecadar recursos que permitam a participação do atleta no brasileiro/2020, em abril/maio.

PARA QUEM TIVER INTERESSE EM COLABORAR COM O ATLETA:

Contato 74 - 99945-2506 (Gideoni) ou 74 99976-5917 (Alan)