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BRASIL

Mais Médicos: 106 vagas não foram preenchidas, região Norte é a que mais sofre

Cultura&Realidade - 10 de Dezembro de 2018 (atualizado 10/Dez/2018 16h23)

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Médicos cubanos saíram do programa Mais Médicos após declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro. Foto: Fernando Medina/Reuters

 

Das 8.517 vagas disponibilizadas no edital da primeira etapa de seleção do Mais Médicos, 106 não foram ocupadas, informou o Ministério da Saúde nesta segunda (10). Os lugares remanescentes estão distribuídos entre oito distritos indígenas e 19 municípios — todos na região Norte. O Amazonas é o estado com mais vagas remanescentes: 88.

Inicialmente, o Ministério da Saúde informou que 107 vagas não tiveram inscritos. Mais tarde, corrigiu a informação para 106. A reportagem foi atualizada às 12h06 (horário de Brasília).

De acordo com o levantamento final, não houve interessados em um distrito indígena (Dsei) — Médio Purus, no Amazonas — e em outros dois municípios: Terra Santa, no Pará, e Castanheiras, em Rondônia.

O Ministério da Saúde publicou nesta segunda (10) o edital para a segunda etapa de seleção de profissionais para o programa. Podem se inscrever, a partir desta terça (11), médicos com CRM no Brasil ou formados no exterior, mesmo sem revalidar o diploma.

Foi aberta, no dia 20 de novembro, uma seleção de emergência para substituir os cubanos do Mais Médicos. Os profissionais caribenhos tiveram que deixar os postos de trabalho após a decisão de Cuba de sair do programa. O país citou “referências diretas, depreciativas e ameaçadoras” feitas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro à presença dos médicos cubanos no Brasil.

Da redação, com informações do G1