file-2017-02-08175959.335653-Banner-CR-topo-notcia_22b9a9f62-ee39-11e6-aece-047d7b108db3.jpg

Irecê e Região

Itapicuru: Projeto tira crianças do mundo do crime com esporte e disciplina

Cultura&Realidade - 23 de Janeiro de 2019

file-2019-01-23085200.970302-2055f3df-18f5-470d-86a2-64de4aba4473-545x5454b466d9c-1f05-11e9-80ca-f23c917a2cda.jpg

O projeto começou há pouco mais de dois anos Foto: Divulgação

Em Itapicuru, povoado de Irecê, o ‘Itapicuru: Esporte para Todos’ protege meninos de 8 a 14 anos das drogas e da criminalidade.

O projeto começou há pouco mais de dois anos. Além dos treinos de futsal, os meninos participam de ações sociais, como a arrecadação de alimentos para famílias carentes, e também ajudam a limpar as praças do povoado, cuidando do lugar onde vivem.

É uma iniciativa do casal Queilane dos Santos Oliveira e Túlio Barbosa Oliveira. Túlio oferece os treinos de futsal na quadra poliestortiva do povoado, às segundas-feiras, enquanto as rodas de conversa e palestras ao ar livre, abordando temas como sustentabilidade, ocorrem aos sábados e domingos.

“Tomamos essa iniciativa porque estava crescendo o número de crianças envolvidas com drogas. Morreram duas crianças no bairro, envolvidas com roubo e droga. São crianças carentes, sem nenhuma condição social”, lembra Queilane.

O projeto não conta com o apoio da Prefeitura: foram muitos pedidos, todos negados. Quase todo o dinheiro investido no Itapicuru: Esporte para Todos sai do bolso de Queilane e de Túlio.

“Infelizmente nós buscamos recursos da Prefeitura, mas é negado toda vez que procuramos”, lamenta Queilane.

Túlio explica que os garotos precisam cumprir metas para participar do projeto. “Só podem participar crianças que estão devidamente matriculadas na escola e com bom rendimento escolar. Caso estão com notas abaixo da média, damos um prazo para ajudar. Tentamos ajudar, com bancas escolares, e se percebemos falta de interesse na escola, retiramos do projeto.

A maior dificuldade enfrentada é a falta de materiais para os treinos. As bolas usadas no último treino eram emprestadas, já que as bolas do projeto estavam rasgadas. Isso sem falar nas chuteiras, que a maioria dos garotos não têm condição de comprar: alguns têm dificuldades até para comer.

Felizmente, Queilane e Túlio recentemente contaram a ajuda de um grupo de amigos para comprar treze pares de chuteiras. Eles dividiram o pagamento das chuteiras em dez vezes: todo mês, cada amigo vai doar 10 reais para quitar o pagamento. Esse foi o único apoio financeiro que receberam desde que o projeto começou.

Apesar das dificuldades, Queilane acredita que vale a pena continuar. “É uma forma de agradecer pelos nossos privilégios. Mesmo com tanta dificuldade, é muito gratificante fazer o bem. Encontramos mães que agradecem pelo nosso empenho de tentar proporcionar momentos que amenizam a dureza da vida de alguns. Enquanto pudermos, vamos continuar”, finaliza.

Da redação, com informações do site Razões Para Acreditar