Bahia

Ireceense produz "Rosa do Deserto" no coração da Chapada Diamantina

Cultura&Realidade - 30 de Janeiro de 2019 (atualizado 30/Jan/2019 16h24)

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Rosa do Deserto, flor de origem africana que vem encantando o mundo - Foto: João Gonçalves

Por João Gonçalves

Tudo começou por uma simpatia, como “amor à primeira vista”. Vitalina Araújo, encantou-se com a Rosa do Deserto, uma linda flor de origem africana que vem encantando decoradores em todo o mundo. No Brasil é crescente e os arquitetos tem indicado para diversas versões decorativas de ambientes internos e externos, residenciais e empresariais.

A produtora Vitalina começou por admirar, depois por diversão e agora está entrando no mercado - Foto: João Gonçalves

Vitalina disse que começou com uma brincadeira e hoje tem diversos canteiros de mudas, que ela comercializa a partir de R$ 15,00 (quinze reais) a unidade. As mudas expostas a um sol a pino, sem cobertura de viveiros, assustam a quem não conhece a dinâmica da planta.

Vitalina, com ares de produtora experiente, explica que a espécie gosta de sol, não de sequidão. “A umidade deve ser suficiente para  que ela se sinta confortável, mas é uma planta que gosta de sol, afinal sua origem é africana”, explica a agora produtora.

Vitalina morou em Irecê por vários anos, onde se casou com o bancário (agora aposentado) Oldemar Alves Dourado Moitinho (Neguinho de Palito). Empresária no ramo de entretenimento, ela fechou a VitaVídeo, uma das primrrias lojas a garantir acesso “vídeocinematográfico” aos ireceenses, e foi com a família morar em Salvador, onde ainda tem residência e o marido abriu fábrica de móveis após aposentadoria.

A pouco tempo, o casal, com os filhos já seguindo a própria jornada, aventurou-se a realizar o sonho de morar na centro da chapada.

Arquiteto, Neguinho, o esposo, sempre foi “hiperativo”, projetou a nova casa, treinou equipe para produção dos tijolos e os fabricou, um a um, para que ficassem todos a seu jeito. Acompanhou a pari passu a construção da casa, que hoje é a preferida da família, na cidade de Palmeiras, no coração da Chapada Diamantina, perto dos rios correntes de águas gélidas e da alternativa comunidade do Capão, onde leva uma vida tranquila, só agitada pelas frequentes visitas de parentes e amigos.

É neste ambiente renovado, que Vitalina decidiu, a três anos, produzir, por diversão, a famosa Rosa do Deserto e hoje tem vários canteiros. Ela ainda não abriu o espaço para comercialização, mas não se nega a vender a quem procura.

Eu comprei a minha, que está ficando linda aqui em casa.

Curiosidade - Rosa do deserto é uma flor originária da África do Sul e faz parte da família Apocynaceae, podendo chegar a medir até 4 metros de altura e um metro e meio de largura quando cultivada em seu ambiente natural.

Originária de localidades muito quentes, esse tipo de flor adapta-se facilmente a países tropicais, e no seu formato, o caule é mais grosso na base porque precisa de estrutura para suportar bastante vento e reservar água. Esse formato faz com que a rosa do deserto lembre uma pequena árvore com raízes visíveis.