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Geral

Humilhação e revolta marcam clientes da agência do Banco do Brasil em Irecê

Cultura&Realidade - 08 de Setembro de 2017 (atualizado 08/Set/2017 16h21)

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Agência de Lapão%2c parece mais um puxadinho e os clientes ficam no sol o dia todo na esperança de atendimento

 

Revolta, xingamentos, viagens perdidas e prejuízos financeiros tem marcado a vida dos clientes da agência do Banco de Irecê nos últimos cinco meses, desde que ficaram dependentes da pequena agência de Lapão e da de Presidente Dutra para fazerem uso dos serviços bancários.

Dona Eunice. 69 anos. Humilhação não perdoa nem os idosos.

“Estou aqui desde as seis horas da manhã, fia”, disse dona Eunice Maria de Oliveira, aposentada de 69 anos, que foi à agência de Lapão para “sacar meu trocado para comprar um arroz, e até agora não fui atendida”, disse ela à reportagem, às 13h43 minutos de hoje.

 

“Para pegar um simples talão de cheques do terceiro setor a gente teve de adivinhar onde o gerente estava atendendo, se em Morro do Chapéu, Lapão ou Presidente Dutra. A administração da agência de Irecê agora atua de modo itinerante, sem que os clientes saibam onde será o atendimento em um determinado dia”, reclama a administradora de organizações sociais Angela Rodrigues

 

Para depósitos, algumas modalidades de pagamento e saques os clientes estão contando com as agências de Lapão e Presidente Dutra. “Em Lapão, na verdade, é um quartinho. Não há espaço e na maioria das vezes os serviços não são realizados. A gente roda várias vezes para soluções simples. Falar com o gerente é algo muito difícil. Nem sempre os caixas eletrônicos dispõem de dinheiro, principalmente em véspera de feriados e finais de semana”, reclama a agricultora e professora Renê Carvalho, 47.

Agência de Lapão é um cubículo que não comporta as demandas da região.

 

Na manhã desta sexta-feira, 8, centenas de pessoas tentavam alguma operação bancária na agência de Lapão. A maioria saiu sem o atendimento. “Tem sido assim todos os dias, filas enormes dobram quarteirões em Lapão e a gente não consegue resolver as nossas necessidades”, afirmou o comerciante Josenildo Reis, 38.

 

FALTA DE COMPROMISSO – Esta é a situação dos clientes do Banco do Brasil, agência de Irecê, desde o dia 20 de março, quando ocorreu uma tentativa de assalto com métodos de guerra por uma quadrilha já desarticulada pela polícia baiana.

Um funcionário do Banco do Brasil, que pediu sigilo, disse que o problema ainda não foi resolvido porque faltam interesse e compromisso da administração na Bahia. “Por outro lado, os políticos que representam a região de Irecê poderiam ter uma atitude mais firme junto à superintendência na Bahia e na Presidência em Brasília. Falta vontade e compromisso”, salientou.

 

O presidente do Sindicato dos Bancários de Irecê e Região, Carlos Alberto informou que, segundo informações do banco “daqui há mais ou menos uns três meses começa a reforma do prédio inteiro. Na parte da agência. Já do setor que foi explodido (Tesouraria) não há previsão”, disse o sindicalista, acrescentando ainda que “situação semelhante aconteceu em Jacobina e já faz dois anos e nada. Em relação à disponibilidade de dinheiro, não há previsão”, concluiu.

 

Tentamos falar com gerente, sobre as expectativas de funcionamento da agência de Irecê, mas não obtivemos êxito.

 

Redação, com reportagem de Tamires de Castro e Deuraci Vieira.