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HTLV: Audiência pública discute tema na Assembléia Legislativa da Bahia

27 de Outubro de 2015

htlv.jpg htlvSalvador tem a maior taxa nacional de contaminação pelo HTLV ou vírus linfotrópico da célula T humana, com uma faixa entre 40 a 60 mil pessoas contaminadas, sendo a grande maioria mulheres. Com base nestas informações a Comissão dos Direitos da Mulher realiza audiência pública com o tema HTLV - O que é? Diagnóstico, prevenção e tratamento na Bahia. Proposta pela presidente do colegiado, deputada Fabíola Mansur (PSB), a audiência acontecerá na próxima quarta-feira (28), às 9h30min na sala José Amando. Já estão confirmadas as palestras do Dr. Bernardo Galvão pesquisador de HTLV e Coordenador do Centro de Referência de HTLV da Escola Bahiana de Medicina; Rosane Cristina Andrade, Doutoranda em HTLV da Universidade Federal da Bahia; Adijeane Oliveira de Jesus, Presidente da associação HTLVida e portadora de HTLV e Aidê Nunes da Silva, docente em Enfermagem membro da equipe multidisciplinar do centro de HTLV. PROJETO DE LEI A deputada estadual Fabíola Mansur (PSB) apresentou à Assembleia Legislativa da Bahia Projeto de Lei no qual sugere a criação do Dia Estadual de Prevenção e Combate ao HTLV-I e HTLV-II. A sugestão é que o dia 28 de Setembro passe a integrar o calendário oficial do Estado na prevenção e combate à doença. O Brasil tem o maior número absoluto de indivíduos infectados pelo HTLV-1, mas a prevalência da infecção varia conforme a região geográfica. Em Salvador cerca de 2% da população, mais de 50 mil habitantes, encontra-se infectada. No mundo estima-se que cerca de 20 milhões de pessoas estejam infectadas pelo vírus linfotrópico de células T humanas do tipo 1 (HTLV-1), as áreas de maior prevalência são sudeste do Japão e áreas pobres do Caribe, da África e da América Latina. Estão previstos no projeto a promoção e fomento de palestras para acompanhamento das pessoas com vírus linfotrópico e realização de campanhas para o melhoramento da condição social e prevenção do HTLV. De acordo com estudo realizado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) o município de Salvador apresenta a mais elevada prevalência de HTLV-I no Brasil. Esta prevalência é maior em mulheres, aumenta consideravelmente nos indivíduos com mais de 51 anos (8,4%) e é maior naqueles com baixa condição socioeconômica.