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Greve dos bancários continua e muda a rotina bancária dos ireceenses

21 de Outubro de 2015

CORREIOS.jpg [caption id="attachment_2674" align="aligncenter" width="300"]CORREIOS Fila e poucos caixas no correio para pagamento de boletos e depósitos em espécie, o que exige mais atenção dos serviços de segurança[/caption]

“A greve vai continuar.” Esta é a informação que nos foi passada pelo presidente do Sindicato dos Bancários de Irecê e Região, Carlos Alberto Bezerra. “A expectativa criada com a iniciativa dos banqueiros, convidando os bancários para uma rodada de negociações, ocorrida ontem à tarde, não logrou êxito”, disse Carlos Alberto.

Ele esclareceu que pelo rumo das conversações entre os diversos segmentos envolvidos, não ocorreu avanço que interessa à categoria e hoje (quarta-feira, 21), às 18h, haverá assembleia dos bancários para informes e ratificação da orientação pela continuação da greve por tempo indeterminado. GREVE MUDA ROTINA DOS IRECEENSES – A greve completa hoje 15 dias de deflagrada. Junto com ela, a busca dos ireceenses para se adequar às necessidades de serviços bancários não realizáveis pelos caixas eletrônicos. A reportagem do Cultura&Realidade on line foi hoje à tarde conferir a situação na agência local da Empresa Brasileiros de Correios. Por volta das 16h, em uma fila acima do cotidiano da agência, cerca de 50 pessoas se encontravam em pé ou sentadas, à espera do atendimento. Embora com cinco guichês, apenas dois estavam funcionando. Um exclusivo para os serviços de Sedex e outro para as atividades bancárias, como pagamentos de boletos e depósitos de valores. Dona Idaci Barros, é uma das usuárias dos serviços bancários do Correio, por causa da greve. Reclamando da demora, ela disse que a greve provocou algumas mudanças em sua rotina. “Preciso ir ao banco quase todos os dias. Nos bancos existem muita demora, mas aqui está pior. Quase sempre trago uma fruta pra sustentar até o almoço, porque sempre saio daqui de 3h pra 4h da tarde”, lamenta a cidadã. Já para Antônio Carlos, a preocupação foi com a segurança. “Além do longo tempo que a gente espera aqui, ficamos preocupados com assalto. Acabei de depositar 8 mil reais em dinheiro, essa agência não oferece a segurança adequada para nós. Tive que trazer um amigo comigo”, reclama.