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Politica

Ex-prefeito Zé das Virgens se defende de acusações sobre aterro sanitário municipal

08 de Fevereiro de 2017 (atualizado 29/Jun/2017 16h58)

Foto: aterro sanitário de Irecê agora é motivo de rixa entre dois ex-prefeitos (Divulgação)

Foto: aterro sanitário de Irecê agora é motivo de rixa entre dois ex-prefeitos (Divulgação)

Da Redação

O ex-prefeito de Irecê, Zé das Virgens, se defendeu das acusações feitas pelo também ex-gestor municipal Luizinho Sobral, sobre irregularidades na obra do aterro sanitário da cidade. Segundo Zé das Virgens, ao contrário do que foi divulgado em nota por Sobral, o município cumpriu todos os requisitos necessários para a implementação.

“Quando prefeito, implementei a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e uma política ambiental no município, sendo um dos primeiros na Bahia a aderir ao programa de Gestão Ambiental Compartilhada (GAC) e realizar licenças ambientais nos limites estabelecidos pela legislação”, explicou. “Durante a gestão de Sobral, nada foi feito no sentido de acelerar o processo de manejo integrado e consorciado de resíduos sólidos através da operação e funcionamento do aterro sanitário, embora o mesmo tenha atestado o recebimento da obra junto à construtora”, alega Zé das Virgens.

Ainda segundo o ex-prefeito, durante a sua gestão, a licença de operação não foi obtida devido a pendências administrativas apontadas pela fiscalização da Codevasf na execução da obra. “Quatro anos se passaram e é preciso uma análise sobre a conservação da obra e dos bens recebidos pelo consórcio presidido pelo último gestor municipal”, afirmou. “Não posso pagar a conta da descontinuidade, da falta de compromisso e do desrespeito ao saneamento ambiental e as instituições envolvidas”.

De acordo com Zé das Virgens, as medições e fiscalização do aterro foram realizadas por um engenheiro da prefeitura. Ele afirma ainda que o atual gestor de Irecê, Elmo Vaz, à época presidente da Codevasf, realizou doação de máquinas e equipamentos para a gestão de Luizinho Sobral com intuito de operacionalizar o local.

Liberação - Em 16 de janeiro deste ano, técnicos da Secretaria de Meio Ambiente da prefeitura deram entrada no processo de liberação para operação do aterro sanitário. “O processo de construção do aterro ficou parado por mais de quatro anos, mas a equipe dessa nova gestão já encaminhou solicitação para a regularização do funcionamento do aterro ao Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema)”, destacou Zé. O órgão respondeu ao encaminhamento, apresentando à prefeitura 12 exigências para que tenha andamento o processo, das quais 11 já foram providenciadas. Após a conclusão, a etapa seguinte será uma vistoria final do Inema ao aterro sanitário, para finalizar o processo e aprovar sua operação.