Irecê e Região

Eventos religiosos e festivos estão sendo cancelados na região. São João de Irecê deverá seguir o mesmo caminho

Cultura&Realidade - 19 de Março de 2020 (atualizado 19/Mar/2020 08h30)

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São João de Irecê, na mira do Coronavírus - Foto: Ascom/PMI

Com o drama humanitário que vive o mundo, os municípios da região de Irecê estão se ajustando às orientações governamentais e da Organização Mundial de Saúde, visando a minimização dos efeitos do Coronavírus. Fechamento de fronteiras intermunicipais e interestaduais já estão ocorrendo no Brasil.

O presidente da União dos Municípios da Bahia – UPB, prefeito Eures Ribeiro recomendou esta semana a suspensão dos festejos juninos. Independente da orientação do dirigente da UPB, muitos municípios já estavam adotando providências de suspensão de eventos públicos e particulares e novas condutas sociais, inclusive com suspensão das atividades escolares. Até mesmo a Diocese de Irecê, através de Decreto do Bispo Dom Tommaso Cascianelli, suspendeu as atividades religiosas das suas paróquias.

A prefeitura de Mundo Novo cancelou, na semana passada, a realização da sua 53ª Exposição Agropecuária. No início desta semana, o presidente da Associação dos Pecuaristas de Irecê e Região, o médico Alan Batista de Oliveira, adiou a 22ª Expoagri de Irecê, para data ainda a ser definida.

O prefeito Silvio Almeida, de Presidente Dutra, também cancelou todas as festas privadas que se encontravam autorizadas no município, e a tradicional festa da cidade, a Rainha da Pinha, promovida anualmente pela prefeitura.

Todas as prefeituras do Território de Irecê estão adotando a mesma medida, visando evitar a aglomeração de pessoas.

A principal festa junina da região, uma das maiores do Brasil, o São João de Irecê, está sob ameaça. O governo municipal trata do assunto com cautela, mas tudo leva a crer que o evento será suspendo este ano, uma vez que o Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta e o secretário estadual de saúde Fábio Vilas-Boas estão advertindo que o ápice da pandemia será no período de maio e junho, com extensão até setembro.

Por outro lado, há um sentimento da maioria absoluta da população, inclusive os foliões mais atiçados, pela compreensão pacífica dos cancelamentos das agendas festivas e outras que preveem aglomeração de pessoas. "O mais importante é a saúde de todos. Festa a gente fará quando controlar o coronavírus", disse a comerciária Sandra Firmino, 23.

Da Redação