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Em conferência sobre cidades, promotora critica problemas estruturais de Irecê

16 de Junho de 2016

promotora_editada.jpg [caption id="attachment_4754" align="aligncenter" width="533"]Prefeito Luizinho Sobral e a promotora Edna Márcia em conferência sobre cidades. | Foto: Jornal Cultura&Realidade Prefeito Luizinho Sobral e a promotora Edna Márcia em conferência sobre cidades. | Foto: Jornal Cultura&Realidade[/caption] Nesta quarta-feira (15), Irecê realizou a sua 6° Conferência Municipal de Cidades, no auditório da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Estiveram presentes representantes do poder público, da sociedade civil e do poder judiciário, além de líderes comunitários, que dialogaram sobre a busca por uma cidade mais inclusiva e socialmente participativa. Com o tema “A função social da cidade e da propriedade: cidades, inclusivas, participativas e socialmente justas”, a conferência reuniu diagnósticos, propostas, elogios e críticas entre os participantes. A promotora de justiça Edna Márcia Barreto, representante do Ministério Público Estadual em Irecê, chamou a atenção para vários problemas crônicos que afetam a vida na cidade, como a falta de planejamento do crescimento urbano, a deficiência no saneamento básico e a quase inexistente noção de acessibilidade no município. “Se coloque como cadeirante em Irecê. Se coloque como cego, sem acuidade visual (...). Irecê precisa pensar em promover acessibilidade nos espaços públicos para essas pessoas, precisa de políticas públicas para isso”, afirma Edna, que defende a arquitetura e o urbanismo devem ser os eixos centrais do planejamento urbano. “Nós estamos cuidando das pessoas através da inclusão social, da educação, mas nós temos também que cuidar da cidade, ela precisa ser inclusiva”. O saneamento básico foi o principal alvo de críticas da promotora. Para ela, é inadmissível que somente uma pequena parcela da população tenha serviços de drenagem e esgotamento sanitário. Edna cobra também a coleta seletiva. “O prefeito vai ter que implantar a coleta seletiva e nós teremos que nos educar, temos que nos colocar no lugar dos catadores que vivem dessa economia (...). O município terá que fazer uma política voltada para lixo úmido e lixo seco. E nós vamos ter que dar a nossa contribuição para o planeta e para a sociedade”. O prefeito Luizinho Sobral também participou da conferência e elogiou a atuação da promotora, comentando sobre as várias reuniões realizadas entre a prefeitura e o ministério público ao longo do último ano para discutir as dificuldades de Irecê. Luizinho aproveitou também para defender o seu mandato frente às críticas. “Nossa gestão tem apenas três anos e cinco meses e estamos trabalhando duro. Não posso ter a pretensão de resolver todos os problemas de Irecê em apenas quatro anos, mas farei o possível para entregar a população o que for possível até dezembro”. A representante do ministério público estadual pontuou ainda uma crítica direta a prefeitura municipal sobre a falta de planejamento do saneamento básico da Avenida Santos Lopes, que está em reforma. “Eu ainda estou engasgada, prefeito, com a drenagem da Santos Lopes. A gente tem que ver a drenagem, senão vai chover e a água carrega o seu canteiro, as palmeiras imperiais, entendeu?”. Da Redação