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POLÍTICA

Dilma diz que Bolsonaro deve cumprir mandato até o final: “Esse País não pode se viciar em golpes”

Cultura&Realidade - 27 de Março de 2019

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Dilma Vana Rousseff ex-presidente do Brasil Foto: Divulgação

A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) defendeu que o atual chefe do Planalto, Jair Bolsonaro (PSL), deve cumprir o mandato até o final. Algumas pessoas próximas ao presidente têm sustentado a tese de que ele pode ser tirado do cargo antes dos quatro anos de gestão.

A declaração de Dilma foi dada em Porto Alegre, depois de ela ter acompanhado, na Assembleia Legislativa, a cerimônia de entrega da Medalha do Mérito Farroupilha à ex-ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres Eleonora Menicucci (PT). Na saída do evento, escoltada por um cordão de isolamento de mulheres do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Dilma respondeu a perguntas de jornalistas. "Considerando a turbulência do início do mandato, Bolsonaro chega ao final do mandato?", perguntou um dos repórteres. "Esse País não pode se viciar em golpes. O golpe contra mim foi sem crime de responsabilidade (fiscal). Se ele (o atual presidente) cometer algum crime de responsabilidade, não será golpe. O governo dele será interrompido. Mas não vou fazer um prognóstico de queda de um presidente legitimamente eleito. Sou uma democrata, não uma golpista." 

Olavo de Carvalho é um dos aliados de Bolsonaro que tem alertado sobre a possibilidade de o presidente ser deposto, seja por conta de decisões equivocadas, críticas de adversários, supostos ataques da mídia ou pela hipótese de uma conspiração de governistas.

No Twitter, Olavo escreveu ontem: "Parem de colocar o presidente contra mim. Se a presidência sair de meus comandos, ele cai". Ele se referia a uma suposta reunião entre Bolsonaro e os ministros militares, que teriam pedido que o presidente se afastasse de Olavo de Carvalho.

Dilma também comentou a prisão e a soltura do ex-presidente Michel Temer (MDB), que foi vice dela e assumiu a presidência depois que ela foi afastada. "Se cometeu delitos, e esses delitos forem levados à Justiça, há que se respeitar os ritos legais e constitucionais."

A sessão de ontem da Assembleia Legislativa não teve ordem do dia. Pela manhã, a Comissão de Constituição e Justiça apenas distribuiu relatorias.

Da redação, com informações do site Jornal do Comércio