JUSTIÇA

Defensoria pública entra com ação contra UFBA para apurar fraudes no sistema de cotas

Cultura&Realidade - 18 de Fevereiro de 2020 (atualizado 18/Fev/2020 10h57)

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A fraude teria sido na seleção para o curso de Medicina em Salvador e em Vitória da Conquista -  Foto: Ilustração

A Defensoria Pública entrou com uma ação civil contra a Universidade Federal da Bahia (Ufba) para que sejam apuradas fraudes no sistema de cotas do processo seletivo dos estudantes graduados no bacharelado interdisciplinar (BI) para os cursos de progressão linear.

Três alunos procuraram o órgão para denunciar que alguns dos aprovados se declararam pardos ou negros de maneira fraudulenta. A Defensoria Pública pede que a matrícula dos aprovados no processo seja suspensa até que tudo seja apurado. O órgão pede também que seja feita  uma apuração da veracidade das autodeclarações dos candidatos selecionados como cotistas .

A denúncia foi protocolada junto à ouvidoria da instituições depois que o resultado da seleção para alunos egressos do BI foi divulgado no último dia 3. Uma das alunas do BI em Saúde alega que duas estudantes aprovadas nas duas vagas destinadas para a cota A (para candidatos autodeclarados pretos, pardos ou indígenas, que tenha cursado integralmente o ensino médio em escolas, independente da renda) não teriam direito ao benefício.

A fraude teria sido na seleção para o curso de Medicina em Salvador e em Vitória da Conquista. Os alunos que fizeram a denúncia pesquisaram  os nomes dos colegas aprovados nas redes sociais, eles viram imagens que mostram que eles não têm fenotípos necessários para atender à política de ações afirmativas como determina a lei. A ação inclui imagens dos perfis dos candidatos.

Recentemente, um caso de fraude também foi denunciado na Uesb, em Vitória da Conquista, quando um aluno branco e de cabelo ruivo se autodeclarou pardo e conseguiu ingressar no curso de Medicina por meio do sistema de cotas. Uma sindicância concluiu que houve fraude.


As informações são do site Toda Bahia