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Geral

Comunidade quilombola de Volta Grande inaugura cozinha comunitária e fortalece a luta de organização e produção agroecológica

20 de Julho de 2016

DSC06412.jpg [caption id="attachment_4970" align="aligncenter" width="540"]Ato de inauguração em Barro Alto. | Foto: Arquivo CAA Ato de inauguração em Barro Alto. | Foto: Arquivo CAA[/caption] Por Uilson Viana* A Comunidade de Volta Grande, que fica situada no município de Barro Alto e faz parte do território de Identidade de Irecê, celebrou no ultimo dia 08 de julho a inauguração da sua cozinha comunitária. Estiveram presentes no ato aproximadamente 100 pessoas, entre moradores e lideranças representantes de organizações e entidades parceiras, locais e regionais. A cozinha comunitária foi financiada pela PETROBRAS através de um projeto desenvolvido pelo Centro de Assessoria do Assuruá (CAA). Segundo o presidente da Associação de Remanescentes de Quilombo de Volta Grande, Jakson Barbosa, o intuito do projeto foi atender jovens entre 18 a 29 anos, mas que tanto a cozinha comunitária, como a tecnologia da cisterna de enxurrada, contemplada no projeto, servirão para atender toda a comunidade. Além destes instrumentos, os jovens beneficiários do projeto receberam capacitação e formação política, sobre a gestão dos empreendimentos e a identidade quilombola, por meio de oficinas, cursos e intercâmbios com outras comunidades. [caption id="attachment_4971" align="alignleft" width="473"]Comunidade reunida na inauguração. | Foto: Arquivo CAA Comunidade reunida na inauguração. | Foto: Arquivo CAA[/caption] Na ocasião foi inaugurado um banco de sementes, financiado pelo Ministério de Desenvolvimento Social e Combate a Fome (MDS), desenvolvido pela Articulação do Semiárido (ASA), junto a Cooperativa Agropecuária Mista de Barro Alto (AGROCOOP). O objetivo do banco de sementes é ser um espaço de armazenamento das sementes crioulas produzidas pelos agricultores familiares locais, a fim de proteger suas variedades e não perder a cultura do guardar na região semiárida. Além disto, fortalecer a luta contra as sementes transgênicas, garantindo assim a segurança alimentar e nutricional dos povos do campo e da cidade, já que é a Agricultura Familiar quem coloca 70 por cento da comida na mesa dos brasileiros. Neste sentido todos são beneficiados com esta iniciativa. A conquista destes dois empreendimentos demarca a organização comunitária e a perspectiva da produção agroecológica presente na luta da comunidade. *Uilson é mestrando em educação, cultura e territórios semiáridos