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Circula em diversos meios, que Mandetta poderá ser demitido por Bolsonaro ainda hoje. Saiba os nomes mais cotados

Cultura&Realidade - 06 de Abril de 2020

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Luiz Henrique Mandetta aguarda desfecho. Ira de Bolsonaro pelo protagonismo pode ter sido a razão da possível demissão - Foto: João Alvarez/Fotoarena

A notícia se espalhou rápido, assim que Osmar Terra começou a fazer ligações. Mas há dúvidas, uma vez que Bolsonaro constuma anunciar decisões e em seguida, desconsiderá-las. País está ansioso pelo defecho.

Por Adriana Dias Lopes/Veja

O ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta deverá ser demitido do cargo nesta segunda-feira, 6, por Jair Bolsonaro. O deputado federal Osmar Terra, ex-ministro da Cidadania, é o nome mais cotado para ocupar a pasta. A imunologista e oncologista Nise Yamaguchi,  diretora  do Instituto Avanços em Medicina, é outro nome forte para a vaga. Nise é a favor do confinamento vertical.

Osmar Terra já estaria ligando para os governadores para anunciar a decisão do presidente. O presidente, no entanto, tem postergado demissões de ministros sempre que o assunto é revelado pela imprensa, como ocorreu no caso de Vélez Rodríguez (Educação).

Apesar de não ser apontando como o favorito para o cargo, o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, também é tratado como um nome forte para ocupar o lugar de Mandetta. Bolsonaro e Barra Torres têm se aproximado desde o início da crise em relação ao posicionamento do atual ministro da Saúde em relação às medidas de quarentena.

A mais recente pesquisa Datafolha havia apontado que entre os brasileiros que declararam ter votado em Jair Bolsonaro no segundo turno da última corrida presidencial, 82% classificaram como ótimo ou bom o trabalho da pasta comandada pelo médico e deputado licenciado Mandetta (DEM).

Terra, que foi ministro da Cidadania de Bolsonaro até fevereiro deste ano, tem defendido nos últimos posição contrária à de Mandetta na questão do isolamento social – a de que a medida não resolve e pode prejudicar a economia, mesma tese defendida pelo presidente.

Da Redação, com informes de Veja