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Geral

Chacina deixa 33 mortos em prisão de Roraima

06 de Janeiro de 2017 (atualizado 09/Fev/2017 02h32)

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Imagem aérea da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, no interior de Boa Vista

Do DW

Ao menos 33 presos da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (PAMC), na zona rural de Boa Vista, em Roraima, foram mortos nesta sexta-feira (06/01). Segundo a Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania, o tumulto na unidade começou durante a madrugada. Policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar entraram no presídio no começo da manhã, e a situação já está sob controle, afirmou o governo de Roraima, sem fornecer mais detalhes sobre o que aconteceu. 

De acordo com a imprensa local, presos podem ter sido decapitados. O governo de Roraima afirmou à agência de notícias AFP que não houve uma rebelião e que o massacre foi o resultado de uma ação rápida de um grupo de detentos. A ação durou menos de uma hora e a maioria das vítimas foi morta com faca, afirmou um representante do governo local. Armas de fogo não foram encontradas.

Segundo a Folha de S. Paulo, as mortes são uma reação do PCC (Primeiro Comando da Capital) ao recente massacre num presídio em Manaus, onde os mortos era ligados à facção de origem paulista. Os mortos em Roraima, ainda segundo a Folha, seriam ligados à Família do Norte (FDN), grupo rival do PCC. Em declarações ao Estado de S. Paulo, o secretário de Justiça e Cidadania de Roraima, Uziel de Castro Júnior, atribuiu o ocorrido ao PCC e disse que a maioria dos mortos estava decapitada e esquartejada. Em alguns dos corpos foi arrancado o coração, acrescentou.

A PAMC é o maior presídio de Roraima e esse não é o primeiro conflito registrado no local. Em outubro de 2016, uma rebelião entre membros de fações rivais deixou dez mortos. O local abriga cerca de 1.400 detentos, o dobro da capacidade. As mortes em Roraima ocorrem na mesma semana em que 60 presos foram assassinados em estabelecimentos prisionais do Amazonas.