file-2017-02-08175959.335653-Banner-CR-topo-notcia_22b9a9f62-ee39-11e6-aece-047d7b108db3.jpg

Politica

Caso dos R$ 51 milhões: Agora é a mãe de Geddel que vai ser julgada pela Justiça Federal de Brasília

Cultura&Realidade - 16 de Novembro de 2018

file-2018-11-16165049.959551-geddeleaffd4f2-e9d8-11e8-9991-f23c917a2cda.jpg

Denúncia da PGR revela como Geddel atuava para esconder e movimentar milhões Foto: G1

Dona Marluce faltou ao primeiro depoimento sobre o caso dos R$ 51 milhões. Segundo advogado da família, ela estava doente e precisaria “manter-se em repouso domiciliar pelos próximos 30 dias”. Sendo assim, ela vai ter que se separar – processualmente – dos filhos. O ministro Edson Fachin, relator da ação penal que tramita no Sumpremo Tribunal Federal, determinou, na última terça-feira (13), que ela responda pelos crimes sozinha perante a 10ª Vara Federal de Brasília.
Diante do fato, Edson Fachin decidiu que o estado de saúde de Marluce pode prejudicar a duração razoável do processo, uma vez que não há definição de quando, de fato, ela vai poder apresentar-se para audiência perante o STF. 
“À luz desse cenário, constato que a marcha processual atualmente encontra óbice ao seu prosseguimento, inicialmente, em razão das condições de saúde da denunciada Marluce Vieira Lima, cujo quadro clínico certamente será objeto de reavaliação médica oportuna, não havendo garantias de que ao final do prazo de repouso estipulado no atestado acostado aos autos será possível a realização do seu interrogatório”, escreveu o ministro no documento.
Edson Fachin ainda justificou a decisão afirmando que é plenamente possível separar os processos, desde que não haja prejuízos aos demais réus. O ministro ainda declarou que a incerteza no depoimento de dona Marluce prejudicaria, inclusive, o próprio filho Geddel, que está preso na Papuda, em Brasília, uma vez que há a consequente demora no julgamento da ação.
No mesmo documento, o relator do caso dos R$ 51 milhões explicou que a cisão processual acontece também em obediência à jurisprudência do próprio STF quanto ao foro privilegiado. “por não se encontrar a denunciada Marluce Vieira Lima investida em cargo detentor de foro por prerrogativa nesta Corte, o processo que se originará a partir de cópia destes autos deverá ser encaminhado à 10ª Vara Federal da Subseção Judiciária do Distrito Federal, perante a qual teve iniciada a sua tramitação”, escreveu.
Relembre o caso
A matriarca dos Vieira Lima é uma das cinco pessoas que respondem, desde maio deste ano, pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa. Além dos irmãos Geddel e Lúcio, também figuram como réus o ex-assessor parlamentar do deputado emedebista Job Ribeiro Brandão, além do empresário e sócio da Cosbat, Luiz Fernando Machado da Costa Filho.
Todos eles são acusados de envolvimento no caso dos R$ 51 milhões encontrados em um apartamento de Salvador, em setembro de 2017. A denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República destacou que o dinheiro tem como possíveis origens propinas da construtora Odebrecht, repasses do operador financeiro Lúcio Funaro e desvios de políticos do MDB.
Em outra ação que também tramita no Supremo Tribunal Federal, a PGR também apura se parte do montante encontrado nas malas do bunker fazem parte de salários de servidores públicos fantasmas que trabalhavam para a família Vieira Lima.

Da redação, com informações do Correio 24 horas.