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Geral

Bispo de Barra diz que verdade sobre transposição ‘se mostrará a tempo’

Rodrigo de Castro Dias - 30 de Março de 2017 (atualizado 27/Jun/2017 14h40)

Foto: Bispo da diocese de Barra/BA, Dom Luiz Cappio fez duas greves de fome em forma de protesto contra o projeto de transposição (Reprodução)

Foto: Bispo da diocese de Barra/BA, Dom Luiz Cappio fez duas greves de fome em forma de protesto contra o projeto de transposição (Reprodução)

Do Bahia Notícias

Uma das vozes mais críticas à transposição do Rio São Francisco, o bispo Diocesano de Barra, no oeste baiano, Dom Luiz Cappio, ainda tem fé no projeto. Cappio – que diz não ser contra a transposição em si, mas à forma como foi conduzida – não mudou a opinião desde quanto fez duas greves de fome, clamando pela revitalização do rio, cuja maior extensão corre pela Bahia.

A primeira, em 2005, durou 11 dias. Em 2007, o jejum foi de 23 dias. O frei declarou que não pretende fazer novas greves de fome. Na visão dele, a verdade sobre o projeto será revelada a tempo de a própria Constituição exigir mudanças. “O grito de alerta foi dado em duas ocasiões, através dos jejuns que assumimos. O Brasil e o mundo tomou conhecimento desta realidade triste em que vive o rio e o povo ribeirinho. A verdade se mostrará a seu tempo. Ninguém perde por esperar”, vaticinou em entrevista ao Bahia Notícias.

De acordo com o religioso, foram “circenses” as inaugurações feitas por Michel Temer e pelos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff.  “Acompanhamos os espetáculos circenses das duas inaugurações [...] Este projeto foi e continua sendo um rico "cabo eleitoral". Nosso atual presidente corre atrás de aprovação popular para seu desastroso governo.

Segundo Cappio, o grupo do PT quer garantir um lugar na agenda eleitoreira para 2018. Quer promoção melhor do que Inaugurar o projeto de transposição?”, questionou.