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Augusto Césare faz duras críticas às gestões passadas e a do prefeito Luizinho

22 de Novembro de 2015

cesare.jpg [caption id="attachment_3112" align="alignnone" width="300"]AUGSUTO Augusto Césare[/caption] Ancorado por Guel Dourado e a jornalista Deborah Suellen, o programa “Para quem você tira do Chapéu”  deste domingo, da rádio Líder FM, foi com o médico e professor universitário, Augusto Césare, natural de Salvador ele disse ter adotado a cidade de Irecê desde 2010, por uma questão de qualidade de vida. Ele é casado com Alessandra Saraiva Cesare, filha do empresário Itamar Saraiva.  Durante o programa, ele esteve acompanhado de alguns convidados, a exemplo dos prefeitáveis Dr. Luciano e Elmo Vaz. CUSTOS DE CAMPANHA – Este foi o primeiro tema sorteado. Césare disse ser contra o financiamento de campanha e que as disputas devem ser feitas a partir de propostas, com participação espontânea das pessoas, de modo meritório, onde os cidadãos devem escolher pelas capacidades e estes mesmos darem a sua contribuição, sem a necessidade do candidato ter de investir altas quantias para conseguir eleição a qualquer preço. Para ele, a cultura de altos investimentos para conseguir votos não é saudável e compromete a qualidade da política e consequentemente da gestão pública. CANDIDATURA - Sobre a eventualidade de vir a ser candidato a prefeito de Irecê, ele disse que “nunca devemos dizer que desta água não beberei, mas tenho outros projetos em família e que a possibilidade de candidatura a prefeito de Irecê é muito remota. É muito ínfima”, disse. Ainda com referência a política e políticos, ele ressaltou que “a cultura é de que a ascensão politica traz privilégios. Isso é um engano. Não abrirei mão da minha condição e do meu trabalho, para atividades politicas. Mas posso, dentro da minha área de atuação, entretanto, contribuir com a gestão, inclusive levei várias sugestões à atual gestão. Apresentei boas ideias, mas o atual gestor é autocrático e não se levou adiante muitas ideias que acreditamos que poderiam contribuir com a cidade”, confessou. SOBRE A SAÚDE EM IRECÊ – Em diferentes blocos, a radialista Deborah Suellen pontuou a questão da saúde em quatro momentos distintos:  “O ex-prefeito Joacy fechou o hospital e Zé das Virgens prometeu reabrir, mas não cumpriu”...  n’outro quadro, a mesma pontuou “aquisições de ambulâncias, UBSs e incorporação de um ônibus do TFD (Tratamento Fora do Domicílio) como avanços importantes para a saúde feitos pela atual gestão”. A jornalista também abordou sobre a gestão do hospital regional e o programa Mais Médico do Governo Federal. Augusto ressaltou que a saúde em Irecê, a exemplo do Brasil, vem sofrendo de problemas graves de orçamento, gestão e qualificação. Disse não conhecer o governo de Joacy e o de Zé somente os dois últimos anos, e a do atual prefeito, de modo que não poderia falar com precisão das gestões anteriores. Ponderou  entretanto, que pelas circunstâncias, as gestões na área de saúde não foram e não estão sendo boas. “Foi um erro fechar o hospital municipal. Faltou gestão e planejamento”, afirmou. Sobre as ambulâncias e o ônibus para o TFD, que Deborah apontou como avanços, ele salientou: “Não tenho  conhecimento dos avanços na área de saúde. Este modelo que chamamos de ‘ambulancioterapia’... não é avanço. Eu teria vergonha de enaltecer incorporação de ambulâncias e ônibus ao TFD. É na verdade a confissão da ineficiência. É como se admitisse a incapacidade de resolver o problemas de saúde da população. Você não trata do doente. Não pode investir em ambulância e TFD, temos de investir na gestão, na qualidade  dos serviços. O que hora ocorre é a transferência de responsabilidade. Quando você usa ambulância, você está transferindo o ‘pepino’ (para outra unidade de saúde), porque você não consegue resolver”, criticou o médico. Para ele, o que os gestores precisam fazer é qualificar o atendimento, torná-lo eficiente. Citou exemplo de um município de Minas Gerais, onde o prefeito fez duas experiências. “Uma com equipe formada pelos trâmites políticos e outra pelo mérito da qualidade profissional. O do mérito profissional avançou e cuidou das pessoas com mais eficiência e com menor custo”, contou. Césare disse ainda que o dinheiro destinado à saúde pública no Brasil e no município de Irecê é mal administrado. Ressaltou que se o município tiver profissionais eficientes na gestão da saúde, com profundo conhecimento, pode também ter um serviço público de qualidade. Sobre o Hospital Regional, ele disse que Zé das Virgens tardou em devolver a unidade para o Estado. Que agora melhorou com a gestão de uma organização social (Irmã Dulce), mas ainda falta muito para ser uma referência. Sobre o mais médico, que Deborah apontou que a revolta dos médicos brasileiros é porque os estrangeiros seriam concorrentes, ele disse não ser verdade esta afirmativa. “A verdade é que os médicos brasileiros compreendem que os profissionais de outros países deveriam passar pelo revalida, para se ter a certeza da qualidade técnica. Muitos chegam ao Brasil ainda sem a formação concluída e isso compromete a qualidade e eficiência dos serviços”, apontou. Na intervenção de um ouvinte, para ele comparar os governo de Zé das Virgens e Luizinho, ele foi taxativo:  “Critico a gestão de Zé, especialmente na área de saúde e falta de comando, mas Zé conseguiu obras que estão sendo inauguradas pelo atual prefeito. Agora o atual prefeito parece não existir. O prefeito atual é ausente da cidade... parece não gostar da cidade. Com tanta gente aqui, tantos serviços e ele contrata empresas distantes”, disse. Ele continuou suas críticas ao atual prefeito Luizinho Sobral. “Ele prometeu muito e nada fez, agora começou a aparecer, demonstrar presença na cidade. Não acredito na gestão adotada pelo prefeito. Ele passa quase três anos botando culpa da sua ineficiência, no arrumar a casa”, criticou. Para ele todo eleito, ao assumir a responsabilidade de comandar o município, quando se compromete durante a campanha, sabe dos desafios e não pode agora, quase três anos depois, aparecer em véspera de eleição dizendo que estava arrumando a casa.