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BRASIL

Após ser eleita como deputada, indígena brasileira recebe prêmio da ONU

Cultura&Realidade - 21 de Dezembro de 2018

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Joênia Wapichana, primeira indígena a ser eleita deputada federal na história do país. Foto: Divulgação

A Assembleia Geral da ONU entregou nesta terça-feira o Prêmio de Direitos Humanos das Nações Unidas à brasileira Joênia Wapichana, primeira indígena a ser eleita deputada federal na história do país.


 "As ações importam, sempre podemos fazer a diferença", disse Espinosa, que pediu aos defensores de direitos humanos para não baixarem a guarda na luta por um mundo melhor.


Sobre Wapichana, integrante da tribo de mesmo nome, no norte do Brasil, Espinosa destacou o fato de a ativista ter sido escolhida como a primeira presidente da Comissão Nacional para a Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas.
 
Wapichana tornou-se neste ano a primeira mulher indígena a ser eleita para a Câmara dos Deputados. Candidata pelo estado de Roraima, a futura parlamentar recebeu 8.491 votos nas eleições realizadas em outubro.


Em entrevista à Agência Efe, a ativista brasileira estabeleceu como objetivo de seu mandato trabalhar na defesa da garantia dos direitos constitucionais para conter várias propostas contrárias aos povos indígenas em tramitação no Legislativo.


"É muito importante receber esse reconhecimento porque no Brasil, neste momento, continuamos sofrendo um implacável ataque contra nossos direitos e nossa herança cultural", disse Wapichana depois de ser premiada na sede da ONU, em Nova York.


Além disso, a futura deputada pediu que a comunidade internacional apoie os povos indígenas para que eles possam manter seus direitos sobre as terras por eles habitadas.


O Prêmio de Direitos Humanos da ONU é concedido a cada cinco anos desde 1963. São premiados indivíduos e organizações que contribuem para a promoção dos artigos previstos na Declaração Universal dos Direitos Humanos.


Também foram agraciadas hoje a ativista Rebeca Gyumi, que luta pelos direitos das mulheres na Tanzânia, advogada paquistanesa Asma Jahangir, morta em fevereiro deste ano, e a Front Line Defenders, uma organização irlandesa que trabalha para proteger defensores de direitos humanos. EFE

Em uma sessão realizada para comemorar o 70º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a presidente da Assembleia Geral da ONU, María Fernanda Espinosa, destacou que os premiados têm em comum a ideia de que um futuro melhor é possível.


Da redação, com informações do site Uol