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Irecê e Região

Após prisões de suspeitos, polícia discute novos passos das investigações do ataque ao Banco do Brasil

Rodrigo de Castro Dias - 23 de Março de 2017 (atualizado 27/Jun/2017 16h33)

Operações simultâneas prenderam suspeitos nos municípios de Barro Alto, Muquém de São Francisco e São Gabriel; também foram apreendidos armas, drogas e munições diversas; polícia discute os novos passos da investigação após a prisão dos primeiros suspeitos

Foto: suspeito preso na tarde de ontem por envolvimento no ataque ao BB em Irecê (Divulgação/Polícia Militar)

Foto: suspeito preso na tarde de ontem por envolvimento no ataque ao BB em Irecê (Divulgação/Polícia Militar)

Redação Cultura&Realidade

O conjunto de órgãos que compõe a força-tarefa que investiga o ataque a agência do Banco do Brasil em Irecê nesta segunda-feira (20), que engloba as Polícias Civil e Militar e representações do Ministério Público e do Poder Judiciário, discute em reunião os avanços obtidos até o momento. 

Em diligências realizadas durante a tarde e a noite desta quarta-feira (22), a operação prendeu um total de 10 pessoas em três cidades diferentes, além de uma grande quantidade de armamentos de diversos tipos e calibres, munição e outros implementos e também drogas. De acordo com informações preliminares da Polícia Civil, até o momento não há confirmação de que os indivíduos presos tenham participado do ataque, embora ao menos um deles, James Cleido Mourato de Matos, possua fortes indícios de participação. James foi preso ontem em Muquém de São Francisco, sendo encontrado com ferimento a bala similar ao que foi averiguado durante o confronto com a PM durante a tentativa de assalto em Irecê, por meio de imagens de circuito interno de tv.

Existe a possibilidade de que o comando da operação conjunta que cuida do caso conceda entrevista coletiva ainda hoje, como informou o coordenador da Polícia Civil em Irecê, Roberto Leal. "Nós dependemos de autorização da Secretaria de Segurança Pública para fazer a coletiva. Caso seja autorizado, poderemos falar com a imprensa ainda hoje", afirmou. Até o momento, a força de segurança pública tem se manifestado somente por meio de notas e comunicados.

Prisão de suspeitos - Uma operação conjunta da Companhia Independente de Policiamento Especializado – Cipe-Chapada, Cipe-Cerrado e Rondesp Oeste da Polícia Militar (PM), na tarde da última quarta-feira (22), conseguiu deter um dos integrantes da quadrilha que explodiu o Banco do Brasil em Irecê, além de outros sete suspeitos de envolvimento direto e indireto com o crime. O assaltante James Cleido, que foi baleado durante confronto com a polícia na tentativa de assalto ao BB de Irecê, foi detido pela operação. O criminoso foi capturado numa residência no Centro da cidade de Muquém do São Francisco, e apresentava uma lesão por perfuração de arma de fogo na parte superior interna da coxa esquerda.

Na ação da PM em Muquém também foram detidos Júlio César da Silva, Joilson Menezes Oliveira, Djhonne de Almeida Miranda, Cláudia Barbosa Santos, Edielma Barbosa Santos, Gildivania Lucas de Sousa e Tatiana Benício César. As armas apreendidas, os detidos e todo material apreendido foram apresentados na Delegacia Regional de Irecê. 

De forma paralela, duas guarnições da Cipe/Semiárido foram até a localidade de Gameleira de Barro Alto, na zona rural de Barro Alto, para prender pessoas supostamente envolvidas no crime. De acordo com a polícia, "Leo", "Babau" e "Laio ou Alemão", fugiram ao notar a aproximação das viaturas, carregando consigo armamentos. No local, foi presa em flagrante Yasmin Sodré de Souza, junto com armas remanescentes no local. O material foi trazido para a Delegacia Regional de Irecê.

Ainda na quarta-feira, Flaudemir Martins Lopes foi preso na zona rural de São Gabriel, cidade vizinha a Irecê. Com ele, foi encontrado uma arma. De acordo com averiguações da polícia, Flaudemir apenas guardava a arma para outro indivíduo, que está sendo procurado.