IRECÊ

Após estudos, secretaria de meio ambiente autoriza substituição de algarobas no Terminal Rodoviário de Irecê

Cultura&Realidade - 29 de Outubro de 2019 (atualizado 29/Out/2019 16h49)

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Esta é a segunda algarobeira que cai em menos de uma semana, no entorno do Terminal Rodoviário - Foto: João Gonçalves

Incidentes ocorridos com duas árvores da espécie  Prosopis julifora (Algaroba), que causou danos materiais em veículos e por muito pouco não acidentou pessoas, fez com que a Secretaria de Meio Ambiente, do município de Irecê, determinasse a realização de estudos sobre as condições das árvores que arborizam o entorno do Terminal Rodoviário de Irecê.

De acordo com o relatório emitido pela Bióloga Maria Edna, que esteve no local fazendo inspeção com o ambientalista Paulo Cesar Barreto (Paulo Coló), “das dez algarobeiras do local, apenas uma poderá ser mantida. As demais devem ser suprimidas, em razão de possíveis acidentes que podem causar danos às pessoas, inclusive com riscos à vida”, diz a bióloga, afirmando “que as plantas estão bastante idosas, com raízes superficiais e os troncos apodrecidos”, esclareceu a técnica.

Troncos das plantas apodrecidos, não sustentam o peso das copas - Foto: João Gonçalves

Empreendedores individuais, que usam tradicionalmente as sombras reconhecem os riscos, pois testemunharam a queda espontânea de duas árvores. “Um carro que estava estacionado embaixo da algaroba que caiu semana passada ficou todo estragado e por pouco uma mulher que estava vendendo lanches de passagem, não foi atingida”, disse Antonio Pacheco, 47 anos.

Taxistas e ambulantes reconhecem os riscos, aproveitam as sombras com medo. O banco quebrado foi atingido pela última algaroba que caiu no local - Foto: João Gonçalves

Para o presidente da Associação dos Taxistas, Arailton Pereira Bastos, 44, “há muito tempo que estas algarobas já deveriam ter sido retiradas. O risco de cair e matar uma pessoa é muito grande. Do nada elas estão caindo”, afirmou, ressaltando que já tem uma reunião marcada com o prefeito Elmo Vaz, na segunda-feira, para resolver o problema da sombra que era usada pelos taxistas e ambulantes. “Temos de providenciar uma estrutura, até as novas plantas darem sombras”, observou.  

O secretário de Meio Ambiente, João Gonçalves, esteve no local hoje pela manhã e determinou a supressão das algarobas condenadas pela técnica responsável. “Após a conclusão dos serviços, vamos plantar espécies nativas nos mesmos locais”, disse o secretário. Serão plantadas no local, Ipês roxo, amarelo, sibipirunas, aroeirinha vermelha e provavelmente uma Barriguda", concluiu.

As plantas estão sendo suprimidas pela Secretaria de Infraestrutura, que iniciou a operação na tarde desta terça-feira, 29, após procedimento do órgao ambiental, que concluiu pela necessidade da supressão, condicionada à substituição por espécies nativas.

Da Redação