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Geral

Agentes resgatam filhotes de veados criados ilegalmente na região de Ibotirama

Rodrigo de Castro Dias - 21 de Abril de 2017 (atualizado 21/Jun/2017 14h49)

Foto: Agentes fazem resgate de animais silvestres em Ibotirama (Divulgação/FPI)

Foto: Agentes fazem resgate de animais silvestres em Ibotirama (Divulgação/FPI)

Redação Cultura&Realidade 

O Ministério Público da Bahia (MP-BA), junto com mais de 30 órgãos, realizam, desde segunda-feira (17), na região de Ibotirama, no Oeste do estado, a 40ª edição do programa de Fiscalização Preventiva Integrada (FPI). O objetivo é prevenir e fiscalizar as atividades de degradação do Rio São Francisco. Hoje, técnicos do Ibama, Polícia Rodoviária Federal, Conselho Regional de Medicina Veterinária e Ministério Público encontraram, após denúncia, dois filhotes de veados, no povoado de Salinas, que pertence ao município de Paratinga.

Os animais silvestres eram criados como animais de estimação, em uma casa. O morador responsável pelos bichos, recebeu um auto de infração do Ibama. Os filhotes de veados vão passar por um processo de reabilitação.

Foram resgatados, ainda, com a ajuda da Marinha do Brasil, oito peixes da espécie acarí, pescados de forma irregular, caracterizando pesca predatória.

Foto: Agrotóxicos também foram alvo de fiscalização (Divulgação/FPI)

Até agora, já foram resgatados mais de 360 animais silvestres, que eram mantidos em cativeiro.  Ontem, em Ibotirama, um criador de aves foi preso por possuir pássaros sem registro e uma ave com a anilha adulterada.

As equipes da Fiscalização Preventiva Integrada apreenderam, ainda, mais de 60 litros de agrotóxico em um empreendimento rural localizado no município de Barra. O produto, conhecido como CERCO 24 EC, de fabricação chinesa e que é comercializado no Paraguai, não possui registro no Brasil, sendo proibida a sua comercialização e utilização. Um homem foi preso e responderá pelos crimes de contrabando, armazenamento e utilização irregulares de agrotóxico.

Foto: veados foram resgatados pelos agentes nesse início de operações em Ibotirama (Divulgação/FPI)

Na próxima semana, as equipes continuam na região fazendo buscas e apurando denúncias.

Os órgãos envolvidos na FPI são: Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal, Ministério Público do Trabalho, Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB), Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia (Crea-BA),  Departamento Nacional de Produção Mineral, Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), Polícias Civil e Militar, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal, Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), Secretaria da Fazenda (Sefaz), Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), por meio da Vigilância Sanitária e Ambiental (Divisa), Secretaria de Segurança Pública (SSP), Superintendência Regional do Trabalho e Emprego na Bahia (SRTE-BA), Superintendência da Pesca e Aquicultura no Estado da Bahia (SFPA/BA), Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHRSF), Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), Núcleo de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (NUDEPHAC), Superintendência do Patrimônio da União na Bahia (SPU/BA), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Coordenação de Desenvolvimento Agrário (CDA), Fundação Nacional do Índio (Funai), Associação dos Geógrafos da Bahia e Marinha do Brasil.

Com informações da Fiscalização Preventiva Integrada do Ministério Público da Bahia