24/12/2009 - 18:18

Galvão Júnior conta a história de Lapão com pinturas ao ar livre

O artista plástico Galvão Júnior, finalizou um afresco na praça presbiteriana em Lapão que conta a história do município e reverencia a cultura local.  O trabalho que seguiu por mais de 20 dias, além de ilustrar a origem do município, mostra locais pitorescos, como a capela São João Batista, o salão da mocidade e prédios antigos da cidade como os construídos por Zeca Dourado. As pinturas realizadas reconstroem e restauram um painel realizado na inauguração da Praça, na época, pintado por Galvão Júnior, em parceria com Edimario Oliveria e Zé Arcênio. “São Pinturas de raízes. As pessoas se refletem nas imagens, porque é a nossa cultura que está sendo retratada. Quem vem dos povoados e os que moram na cidade, acabam identificando as paisagens e os casarios de cada localidade. Essa obra é importante porque resgata a história de Lapão e a coloca para interagir com o público em uma praça. Espero que depois desses ajustes as pessoas conservem a pintura na praça, em breve vamos, vamos fazer uma grafite em outros locais, mas com a leitura do nosso ambiente e nossa cultura”, diz Galvão.

O afresco conta uma história que aconteceu por volta de 1900, onde um chamado Pedrinho, em suas andanças encontrou uma gameleira branca e notou que por ali existia uma fauna intensa que estava ao redor de uma enorme lapa por onde corria um lençol de água tendo então descoberto a gruta do lapão. Pedrinho bem que tentou esconder o local, porém logo a informação chegou ao conhecimento de Herculano, que mandou avisar que  aquele pedaço de terra tinha dono. Ao passar dos anos, o local começou a ser frequentado pela abundância de água como também pela disponibilidade de caça. Herculano Galvão Dourado, juntamente com outras famílias começaram a povoar os arredores da fonte, criando as condições do seu desenvolvimento. O aglomerado de casas cresceu, se consolidando por volta de 1920.

Natural de Lapão, o pintor nasceu na Rua do Curral, e desde pequeno despertou para a arte. “Quando estava na sala a professora ensinava o dever de matemática e ficava desenhando”, lembra Galvão. Quando morou em Feira de Santana, descobriu uma maior dimensão para seu talento pela facilidade de encontrar material de pintura e com o contato com o pintor paisagista Everaldo Azevedo. Atualmente Galvão Júnior já produziu aproximadamente 500 telas de vários estilos, passando por uma fase eclética, experimentando vários características e atualmente busca uma linguagem moderna, com elementos do regionalismo, formando um mosaico de linguagem e cores em cada obra. 
Fonte: PEDRO MORAES | peumoraes@yahoo.com.br